A EDP, através da EDP Ventures, anunciou que investiu 500 mil euros na startup portuguesa Fuelsave, de Évora. Esta empresa criou uma plataforma para tornar mais eficientes os percursos de camiões de transporte de mercadorias. Objetivo? Poupar tempo e combustível.

A Fuelsave quer utilizar este investimento para “alavancar o negócio e a tecnologia” que tem vindo a desenvolver, afirmou o diretor Luís Mendes. A startup está a criar uma plataforma que recolhe dados eletrónicos de cada camião para os analisar. Depois, vê como pode melhorar os consumos de combustível sem prejudicar o tempo de viagem. “As empresas de transporte de mercadorias conseguem reduzir o seu principal custo, ao mesmo tempo que aumentam a segurança da condução”, diz a EDP em comunicado. Esta solução já tem até um pedido de patente, ainda em processo.

O setor dos transportes continua a ter um peso demasiado elevado nas emissões de co2, sendo o transporte de mercadorias uma grande parte deste problema. Assim, e em linha com a aposta que a EDP tem feito na mobilidade sustentável, acreditamos que fazem parte deste futuro o desenvolvimento de soluções inteligentes de condução que promovam uma redução significativa do consumo de combustíveis fosseis”, afirma Luís Manuel, administrador da EDP Inovação.

O gestor da EDP diz ainda que a Fuelsave “fez um percurso notável neste campo, mas é também entusiasmante o trabalho que está a desenvolver na condução semiautónoma e autónoma, que acreditamos que será o futuro. Tem, por isso, uma perspetiva de negócio muito apelativa, enquadrada com a estratégia da EDP”, lê-se no comunicado emitido pela EDP Inovação.

A startup começou a desenvolver este serviço em 2018. Atualmente, tem está a fazer testes em mais de 100 camiões “de várias transportadoras nacionais de mercadorias”. Em média, a empresa diz que consegue “poupanças de combustível de 20%”. Tudo isto é feito com recurso a um aparelho instalado nos camiões e um telemóvel ou tablet. Assim, os condutores podem ir monitorizando também os percursos.

A Fuelsave tem, atualmente, cerca de 10 membros na equipa e foi escolhida para o programa Alentejo 2020, o plano de fundos comunitários que apoia o desenvolvimento económico de empresas da região.