A 46ª edição do Salão de Tóquio levou os fabricantes locais a mostrar o que de melhor sabem fazer. A Lexus aproveitou para exibir o LF-30, uma elegante e esguia berlina, com mais de cinco metros de comprimento (5,090 m), cujo estilo rebuscado está em perfeita sintonia com as gigantescas portas (apenas duas) estilo asa de gaivota.

O LF-30 mete respeito e não é só pelo comprimento, dado que a largura também é impressionante, com 1,995 m, da mesma forma que a distância entre eixos (3,2 metros) fornece espaço mais que suficiente para alojar um mega pack de baterias. Sim, porque a grande novidade deste Lexus é o facto de ser eléctrico, mas locomovido por energia armazenada num acumulador, em vez de produzida a bordo a partir de uma célula de combustível a hidrogénio, como foi até aqui tradicional no Grupo Toyota.

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A enorme berlina, que em matéria de design funciona na perfeição, não tem qualquer hipótese de ver a luz do dia, à saída de uma linha de produção da marca, especialmente devido às portas tipo asa de gaivota. É bom recordar que a Mercedes já utilizou uma solução similar no SLS , ainda que de menores dimensões, e rapidamente a abandonou. Por outro lado, também não é evidente que a Tesla continue a recorrer às “asas de falcão” na próxima geração do Model X.

O Lexus LF-30 Electrified Concept monta uma bateria com uma capacidade de 110 kWh, mais 10 do que os Model S e X da Tesla, sendo capaz de recarregar em DC até potências de 150 kW. Monta quatro motores, um por roda, o que pode não fazer maravilhas ao peso – que é elevado, rondando 2.400 kg –, mas garante um controlo de tracção mais eficaz.

Quase tão importante quanto a revelação do novo e exuberante protótipo foi o anúncio, por parte da Lexus, que a marca iria apresentar o seu primeiro eléctrico a bateria para produção em série em Novembro, durante o Salão de Los Angeles, no estado norte-americano mais aberto ao consumo de veículos não poluentes.