Meghan Markle não quer que as pessoas gostem dela, mas quer que a oiçam, escreve a jornalista britânica Bryony Naomi Gordon no jornal The Telegraph. A duquesa de Sussex quer, ao invés, usar a sua posição enquanto figura pública e membro da família real britânica para ajudar o maior número de pessoas possível, motivo pelo qual não estará particularmente preocupada com o que pensam dela.

“Ela disse-me que não quer que as pessoas a amem, ela só quer que a consigam ouvir”, escreveu Bryony Naomi Gordon na peça que assina.

A afirmação surge na sequência do documentário da ITV News, em meados de outubro, cujas polémicas declarações ajudaram a alastrar uma imagem de fragilidade junto do casal Sussex — em entrevista realizada durante a viagem oficial dos duques ao continente africano, Meghan admitiu que não estava tudo bem e assumiu que tem sido difícil lidar com a maternidade e com a pressão mediática e as críticas constantes.

É justo dizer que a resposta [sobre se está bem] é ‘nem por isso’ e que tem sido uma verdadeira luta?”, perguntou o jornalista que assina o documentário da ITV News. “Sim”, admitiu Meghan Markle.

Ainda esta semana, Meghan Markle visitou uma pastelaria em Londres que é, ao mesmo tempo, um projeto que visa ajudar mulheres desfavorecidas — vítimas de tráfico sexual ou de violência doméstica, entre outras circunstâncias. Nessa visita, a duquesa de Sussex voltou a adotar um discurso com uma tónica pessoal e ao falar com Tanya, uma mulher que foi esfaqueada repetidas vezes pelo ex-parceiro, disse que os seres humanos “não são objetos mecânicos que precisam de ser consertados”, mas sim “criaturas feridas que precisam de ser curadas e isso leva tempo”.

“Hoje em dia, adquirirmos o hábito de querer que as coisas sejam feitas imediatamente. Há um culto de gratificação instantânea, de cura instantânea”, continuou. “As nossas vidas podem ser diferentes, bem como o lugar de onde vimos e as nossas experiências, mas acho que nestes momentos de conexão torna-se muito claro que as nossas esperanças, os nossos medos, as nossas inseguranças, as coisas que mexem connosco… bem, são praticamente as mesmas. Há conforto nisso.”