A morte do militar da GNR na A42, perto de Paços de Ferreira, foi uma “perda trágica” que ilustra da forma “mais cruel o perigo que diariamente implica a nossa profissão”, diz a Associação dos Profissionais da Guarda em comunicado difundido esta segunda-feira. O organismo acrescenta que “não serão palavras de circunstância que possam vir a ser proferidas pela tutela” que irão “amenizar a indignação e angústia” que existe no setor.

“Mais uma vez, hoje estamos todos de luto e será lamentável que só acontecimentos tão trágicos venham a trazer a público o perigo que efetivamente corremos diariamente, sem que o Governo o reconheça em lei”, pode ler-se no comunicado da direção da Associação dos Profissionais da Guarda.

O despiste de uma viatura, este domingo, na A42, em Arreigadas, Paços de Ferreira, provocou três mortos, um dos quais era um militar da GNR. Houve, ainda, dois feridos graves.

O Presidente da República lamentou já ao início da noite de domingo a morte em serviço do militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), em consequência deste acidente rodoviário que provocou ferimento de outro militar no local.

Foi com profunda consternação que o Presidente da República tomou conhecimento, ao fim desta tarde, da morte em serviço do militar da GNR, o cabo Jorge Gomes, e do ferimento de um outro militar que o acompanhava no local numa operação de sinalização de um primeiro acidente”, lê-se numa mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa divulgada no portal da Presidência da República na Internet.

O chefe de Estado declarou-se “sensível à relevância da missão de fiscalização das estradas pela GNR como forma de dissuasão dos comportamentos de risco e de redução da sinistralidade rodoviária” e “agradece o espírito de missão de todos os elementos da Unidade Nacional de Trânsito neste momento difícil”. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que estará “atento à recuperação do militar ferido” e dirige “as mais sentidas condolências à GNR e aos familiares do militar que perdeu a vida no cumprimento da sua missão”.

Já Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, transmitiu também uma nota “um voto de solidariedade aos familiares, amigos e a todos os militares da Guarda Nacional Republicana”.

“Em nome do Governo, manifesto profundo pesar pela morte do Cabo Jorge Gomes, que cumpria o seu dever numa patrulha do Destacamento de Trânsito da GNR do Porto”, foi referido numa nota recebida pela agência Lusa do Ministério da Administração Interna (MAI).

Três mortos na A42. GNR e condutor de reboque que respondiam a outro acidente entre as vítimas