As câmaras municipais de Lisboa, Oeiras e Faro pediram apoio ao Governo na disponibilização de imóveis a custos controlados para fixar os professores nestas cidades, avança o Jornal de Notícias esta manhã de segunda-feira.

Segundo o JN, as autarquias apontam que o custo das casas tem aumentado as dificuldades das escolas na contratação de docentes e que, “a um mês do final do primeiro período, estavam por preencher 244 horários”.

A Fenprof, citada pelo mesmo jornal, estima que entre 750 e 800 turmas estão a ser afetadas por esta situação, o que implica que cerca de 20 mil alunos estejam sem professores a pelo menos uma disciplina.

É no concelho de Lisboa que se sente mais a falta dos professores, estando 128 vagas por preencher. O dirigente da Fenprof acredita que o problema tende a agravar-se de ano para ano também “devido ao envelhecimento da classe e à pouca atratividade da carreira”.

A maioria dos horários ainda por preencher são incompletos e temporários e  correspondem a salários inferiores a 400 euros (líquidos).

De forma a tentar solucionar o problema, a Câmara de Lisboa aprovou uma moção que “insta o Governo a disponibilizar alojamento a preço acessível aos docentes que residam fora da área metropolitana e sejam colocados em escolas do município”.