Em Portugal, a Black Friday — o dia de descontos criado nos EUA — leva cada vez mais marcas a lançarem descontos no final de novembro. Há vantagens, como promoções cativantes, e desvantagens, como avisa a empresa de cibersegurança Kaspersky num estudo: nesta altura, os ataques a sites de compras na Internet aumenta 15%. Estes ataques podem levar os consumidores a acreditar que estão a comprar um produto num site quando, na verdade, estão a dar o dinheiro a um pirata informático.

Guia para papar descontos: mais de 100 lojas e marcas para aproveitar na Black Friday

Com 95% dos consumidores conscientes da época de descontos, como refere a mesma empresa, os resultados podem ser nefastos. Cada vez mais, para evitar filas e outros incómodos, a opção é comprar pela internet. Apesar de “apenas 12% dos consumidores comprarem exclusivamente em estabelecimentos durante a Black Friday”, como diz a Kaspersky. Em Portugal, 45% das pessoas faz compras online, seja pelo smartphone ou pelo computador.

De acordo com o estudo, como a Black Friday já não se restringe só a uma sexta-feira, que precede o “Dia de Ação de Graças nos EUA, e ocupa o período de toda a semana, o risco é maior. Além disso, na Cyber Monday, a segunda-feira a seguir à Black Friday (focada em compras online), é preciso ter cautela redobrada nesta época em compras online.

[Pode também ouvir mais sobre estas dicas no episódio desta semana do programa App da Vizinha]

Black Friday? 5 dicas para evitar fraudes online

A Kaspersky avança que a probabilidade de sofrer um ataque de phishing [roubo de dados por meios informático financeiro “aumenta em 24% quando comparada à média anual” nesta época. Ao todo, a empresa de cibersegurança já catalogou quase 100 sites que têm como propósito fazer este tipo de ações.

Ministro do Ambiente diz que “Black Friday” é “um contra-senso”

Os ataques têm por base malware [programa informático malicioso] e chamam-se Anubis e Gustuff. À semelhança de outras táticas, como a “Zeus, Betabot ou Cridex Gozi”, na maioria dos casos, os piratas informáticos dirigem ataques a marcas conhecidas para enganar os utilizadores. O esquema permite até que estes hackers alterem o conteúdo de sites para nem perceber que está a fazer uma compra falsa.

À medida que se aproxima a Black Friday e o Cyber Monday, os utilizadores devem ficar alerta. Trata- se de um período de intensa atividade para os hackers que estão a postos para aceder à sua informação pessoal, incluindo o número do cartão bancário”, diz David Emm, investigador principal de segurança de Kaspersky.

A empresa de cibersegurança russa deixa algumas dicas para poder evitar estas táticas, como: fazer cópias de segurança regulares dos seus dados, de forma a evitar que os ficheiros pessoais se percam em caso de ciberataque; manter as aplicações atualizadas; ou não clicar em hiperligações que sejam recebidas via e-mail ou redes sociais, de endereços desconhecidos ou de pessoas das quais não espera uma mensagem.

A Check Point Software, outra empresa de cibersegurança, também deixa dicas como: navegar apenas em sites seguros (que tenham “https”, com o “s”, antes do endereço); rever a política de devolução (para não ter surpresas e garantir os seus direitos como consumidor); desconfiar de todas as ofertas nas redes sociais e utilizar apenas métodos de pagamento seguros (com o MbNet ou o Paypal).

Carrega o smartphone em tomadas USB em aeroportos ou hotéis? Não o deve fazer