A Audi revelou o seu programa de reestruturação, que passa pela redução de 15% da força de trabalho que actualmente possui na Alemanha, o que equivale ao corte de 9.500 trabalhadores até 2025. Toda esta estratégia já foi negociada e aprovada pela administração, onde têm assento os representantes dos trabalhadores.

Com esta redução de postos de trabalho, a marca de luxo do Grupo Volkswagen quer poupar 6000 milhões de euros, verba que depois irá investir em áreas como a mobilidade eléctrica e a digitalização que a acompanha, o que permite criar 2.000 novos postos de trabalho. Segundo o comunicado, “a empresa precisa de se adaptar às novas exigências, pelo que há perfis de empregados que deixam de ser necessários, sendo criados novos com características distintas”.

A Audi garante que as reduções serão conseguidas por via de negociações e reformas antecipadas, já previamente acordadas com os sindicatos, sendo mantidos os cerca de 50.000 trabalhadores que a marca possui na Alemanha. Grande parte dos cortes, que abrangerão igualmente lugares de direcção, serão divididos pelas duas fábricas que o construtor possui na Alemanha, respectivamente em Ingolstadt e Neckarsulm, a primeira com uma produção de 450.000 unidades/ano e a segunda com 225.000.

O construtor germânico aproveitou ainda para anunciar a entrada de um novo CEO, Markus Duesmann – ex-BMW, à semelhança de Herbert Diess, o actual CEO da VW e do Grupo Volkswagen –, que assumirá funções em Abril, substituindo Bram Schot.

A aposta da Audi nos veículos eléctricos é evidente, como se comprova pelo lançamento de cinco modelos 100% eléctricos (um deles será o Audi TT) nos próximos dois anos, a que se vão juntar sete versões híbridas plug-in.

Os investimentos recentes diminuíram a rentabilidade de 7,8% para apenas 6% no ano passado, referindo-se especificamente à produção do Audi e-tron na fábrica da Bélgica. O fabricante diz esperar regressar já para o ano a margens de lucro entre 9 e 11%, apontando em 2019 para valores entre 7 e 8,5%.