A Rússia foi banida de participar durante quatro anos em eventos desportivos globais — incluindo o Euro 2020, os Jogos Olímpicos de 2020 e o Campeonato Mundial de Futebol FIFA de 2022, pela Agência Mundial Antidoping. Os responsáveis desportivos de Moscovo foram formalmente acusados de terem violado dados laboratoriais e ocultado testes positivos de doping.

Isto pode não significar que os atletas não participem no evento. Tal como aconteceu nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2017, também por causa de um castigo da mesma natureza, é possível que os atletas russos possam competir no evento como neutros, sem cantar o hino da Rússia nem hastear a bandeira do país. Na abertura dos últimos Jogos Olímpicos, a Rússia desfilou no evento mas, em vez da bandeira russa, levou antes a bandeira do próprio evento.

A decisão da Agência Mundial Antidoping também significa que, durante quatro anos, a Rússia não pode organizar qualquer evento desportivo com alcance mundial. Após decidir banir a Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de Coreia do Sul, o comité olímpico fez um acordo com a agência em que prometia entregar os documentos com as análises laboratoriais dos atletas sem qualquer alteração. Esses documentos estiveram a ser investigados desde janeiro. E, segundo a Agência Mundial Antidoping, eles comprovam que houve alterações que ocultavam o uso de doping por atletas russos.

Fica por apurar se o mesmo regime de participação adotado para os Jogos Olímpicos vai ser usado no Mundial de Futebol de 2022. É possível que os futebolistas russos possam participar com neutralidade nos eventos desportivo, mas caso isso não se verifique, então a Rússia cai da competição.

Esta decisão não tem implicações na participação da Rússia no Euro do próximo ano — um evento em que São Petersburgo é uma das cidades escalada para receber alguns encontros. Segundo a Sport TV, é assim porque a UEFA, organizadora do Campeonato Europeu de Futebol, não é considerada uma “organização de grandes eventos”.

A Rússia tem agora 21 dias para contestar esta decisão da Agência Mundial Antidoping.