São viagens surpresa, chegaram a Portugal em março de 2019 e em nove meses superaram as 2 mil compras, adiantou ao Observador Bernardo Simões, responsável pelo mercado português da Flykube. Com pacotes que começam nos 129 euros, esta startup espanhola trata de todos os pormenores da viagem sem que o utilizador os saiba. A ideia é surpreender os viajantes.

Criada em Barcelona, em 2017, a Flykube opera em Portugal a partir dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, e está também disponível em Espanha, França e Itália. Bernardo Simões explica que o mais comum em Portugal é as pessoas optarem por comprar um pacote que vá de sexta a domingo. “Preparamos sempre uma viagem que faça sentido para a pessoa que vai viajar. E temos também a opção de a pessoa nem sequer saber quando é que vai viajar”, diz.

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Bernardo Simões é o responsável pelo mercado português, mas a empresa não tem escritório em Portugal

Em Portugal, a Flykube tem quatro pacotes disponíveis, que vão desde 129 a mais de 349 euros: o Supresa Total, viagem de quatro dias com destino e dia completamente desconhecidos; o Destino Surpresa, viagem de três ou quatro dias para um destino surpresa de entre 20 possibilidades; o Verão Surpresa, pacotes de três a sete dias, com hotéis a menos de 10 minutos da praia em destinos como Santorini, Mykonos ou Sardenha; o Multidestino Surpresa, para percorrer as principais capitais europeias; e o VipKUbe, viagem surpresa de luxo durante três a cinco dias, em hotéis de cinco estrelas.

Como é feita a gestão dos hotéis e voos é feita? “Temos um algoritmo a fazer a melhor escolha para o usuário”, explicou Bernardo Simões. Na hora da seleção, o utilizador também pode descartar alguns destinos para onde não quer viajar, restringir horários de voos e optar por alojamento de melhor qualidade. Estes fatores influenciam o valor total da reserva.

“Estou muito surpreendido com o mercado português, porque, até agora, tem sido um dos mercados que melhor acolheu a ideia. Em 2019, tivemos um crescimento de 40% por mês e a nossa demografia compreende mais a geração z e os millennials, ou seja, pessoas entre os 18 e 35 anos. São pessoas que procuram novas experiências e não querem ter a preocupação de lidar com toda a logística”, acrescenta.

Fundada por Sergi Vila, Albert Cuartiella e Paolo Della Pepa, a empresa teve um investimento inicial de 10 mil euros e emprega, atualmente, 23 pessoas. “Estamos a trabalhar em novas ideias, experiências surpresa além das viagens, e esperamos que o mercado as acolha bem”, refere. Quanto à concorrência — a Waynabox fornece um serviço semelhante —, Bernardo Simões refere que o foco da Flykube é o mervado internacional. “O nosso objetivo é sempre lançar e conseguir chegar a novos países”, diz.