A Publicações Europa-América, uma das mais antigas editoras portuguesas, apresentação na quinta-feira um pedido de insolvência no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa-Oeste, em Sintra, noticiou o Expresso. A empresa há muito que enfrenta uma difícil situação financeira.

De acordo com o semanário, a lista de credores é composta por mais de 50 nomes, onde se incluem outras editoras, como a Gradiva, o banco Santander e o Instituto da Segurança Social, que tem o nome da editora na lista de devedores desde 2017. A família Lyon de Castro, fundadora e dona da empresa, surge também entre aquelas a quem a Europa-América deve dinheiro.

Há pelo menos cinco anos que a editora acumula prejuízos, segundo informações recolhidas pelo Expresso, não sendo capaz de gerar receitas suficientes para cobrir os gastos.

As dificuldades do mercado editorial português são conhecidas mas, apesar de existir a perceção de que o número de vendas tem vindo a diminuir, não existem dados recentes relativamente à situação atual. Algumas das editoras independentes mais antigas que enfrentaram dificuldades financeiras e que estiveram em vias de fechar, acabaram por ser incorporadas dentro de um grande grupo editorial. Foi isso que aconteceu, por exemplo, com a Assírio & Alvim, hoje parte do Grupo Porto Editora, e com a Caminho, da Leya.

Fundada em 1954, a Europa-América com sede na Rua Francisco Lyon de Castro, em Mem Martins, publicou mais de 51 milhões de livros, de 1.900 autores nacionais e estrangeiros, refere o seu site. Além da sede em Mem Martins, a Europa-América tem também uma delegação no Porto, na Rua 31 de Janeiro.