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Até nos Díaz de "Ai Jesús" há sempre um Tecatito por perto (a crónica do Moreirense-FC Porto)

Este artigo tem mais de 1 ano

Choque entre dois avançados provocou curto circuito nos dois centrais mas Conceição sacou do par de cartas do costume para FC Porto vencer Moreirense (4-2): o ás Corona e o joker Luis Díaz.

Corona marcou o primeiro golo da temporada já depois de ter feito uma assistência e ter sofrido uma grande penalidade
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Corona marcou o primeiro golo da temporada já depois de ter feito uma assistência e ter sofrido uma grande penalidade

AFP via Getty Images

Corona marcou o primeiro golo da temporada já depois de ter feito uma assistência e ter sofrido uma grande penalidade

AFP via Getty Images

A vitória em Alvalade estava alcançada. Pela primeira vez desde os tempos de José Mourinho, o FC Porto conseguia vencer nos terrenos dos dois rivais diretos, Benfica e Sporting. A desvantagem de quatro pontos para o Benfica era de novo reposta. No entanto, foi depois do clássico que se sentiu de forma mais explícita o ambiente que se vive nos dragões: já depois de Sérgio Conceição ter quebrado uma “regra” e anunciar que Diogo Leite e Mbemba iriam fazer dupla em Moreira de Cónegos, o plantel parou em Fátima, jantou na Mealhada e chegou à Invicta para gozar folga antes de um período mais denso de competição. Ainda assim, tudo isso parece ser curto nesta fase.

FC Porto vence Moreirense na segunda parte (4-2) e mantém perseguição ao líder Benfica

“É fundamental manter a dinâmica de vitórias. Temos de fazer a nossa caminhada, ir atrás do prejuízo. Não nos podemos dar ao luxo de perder pontos, temos de ganhar os nossos jogos porque não dependemos apenas de nós. Temos conquistado muitos pontos mas o nosso rival [Benfica] também, de uma forma como já não se via há muito, talvez desde os tempos do Eusébio”, destacou Sérgio Conceição na antevisão à partida com o Moreirense, dizendo que “quem está à frente é que tem a almofada”. E era aqui que entroncava o desafio do técnico portista, que soube pouco antes de entrar em campo que os encarnados tinham ganho aos 89′ frente ao Desp. Aves.

O atual técnico dos azuis e brancos, que durante a semana mereceu um rasgado elogio de Pinto da Costa quando o presidente do FC Porto referiu na homenagem a José Maria Pedroto pelos 35 anos da sua morte que Conceição é o mais parecido que encontrou com o carismático Zé do Boné, conseguiu criar uma autêntica fortaleza no Dragão não só pelo aproveitamento a 100% dos jogos no Campeonato mas também pelo facto de não sofrer golos na condição de visitado. Todavia, a realidade fora de casa é distinta e, após a derrota em Barcelos, os empates na Madeira com o Marítimo e no Jamor com o Belenenses SAD vieram “cavar” a atual diferença pontual para as águias. Agora, surgia pela frente uma deslocação que se tornou tradicionalmente complicada e onde os portistas não venciam já desde 2015 com Lopetegui – além de ter traçado de vez a saída de Nuno Espírito Santo, em 2017.

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Ficha de jogo

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Moreirense-FC Porto, 2-4

16.ª jornada da Primeira Liga

Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

Moreirense: Pasinato; João Aurélio, Rosic, Iago, Abdu Conté; Filipe Soares, Fábio Pacheco, Alex Soares (Texeira, 79′); Luís Machado, Fábio Abreu (Nenê, 79′) e Pedro Nuno (Bilel, 73′)

Suplentes não utilizados: Trigueira, D’ Alberto, Halliche e Mané

Treinador: Ricardo Soares

FC Porto: Marchesín; Corona, Mbemba, Diogo Leite, Alex Telles; Danilo, Uribe (Luis Díaz, 59′); Marega (Fábio Silva, 73′), Nakajima (Wilson Manafá, 83′), Otávio e Soares

Suplentes não utilizados: Diogo Costa, Sérgio Oliveira, Romário Baró e Aboubakar

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Fábio Abreu (3′), Soares (32′), Alex Telles (39′, g.p.), João Aurélio (44′), Luis Díaz (72′) e Corona (85′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a João Aurélio (25′), Corona (28′ e 90+5′), Abdu Conté (38′), Uribe (55′) e Otávio (74′); cartão vermelho por acumulação a Corona (90+5′)

As coisas nem começaram a correr bem ao FC Porto, a perder logo ao terceiro minuto. Depois houve reviravolta, seguiu-se novo empate antes do intervalo. E voltou a aposta em Luis Díaz para desequilibrar de vez o encontro e dar a Corona o justo prémio de MVP com uma assistência (como lateral), uma grande penalidade sofrida (como lateral em posição de ala) e um golo (como ala). Tecatito, como ficou conhecido no México quando jogava no Monterrey que era patrocinada pela concorrente da Corona, a Tecate, continua a ser o polivalente que faz tudo nos dragões. Faz tudo e faz bem, como se viu no triunfo por 4-2. E nem mesmo o vermelho por acumulação manchou mais uma grande exibição do mexicano – até porque se não foi forçado ou a pedido, pareceu mesmo…

Sérgio Conceição replicou a fórmula do clássico em Alvalade no encontro contra um Moreirense agora de Ricardo Soares que na última ronda ganhou em Vila do Conde e as únicas alterações forçadas não demoraram a estar em foco pelas piores razões: num lance caricato que começou com um choque entre Marega e Nakajima a meio-campo quando a posse pertencia aos azuis e brancos, os visitados lançaram rápido o ataque, Fábio Abreu passou com um toque de classe por Diogo Leite e já na área, quando Mbemba tentava fazer a “dobra” ao jovem central português, rematou com a ponta do pé colocado ao poste de Marchesín para o 1-0 logo aos três minutos.

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Moreirense-FC Porto em vídeo]

O choque entre os dois avançados fez abanar toda uma equipa e sobretudo os dois centrais. Sérgio Conceição foi tentando esvaziar uma eventual pressão extra que pudesse recair sobre Mbemba e Diogo Leite, em estreia como dupla em jogos do Campeonato, mas bastou o encontro ganhar vida própria para as duas novidades terem a vida mais complicada, ficando novamente mal na imagem num lance que começou na pouca agressividade sobre o portador que colocou Pedro Nuno isolado na área a rematar para defesa de Marchesín (8′), já depois de um lance invalidado a Iago Santos por falta no salto com o guarda-redes argentino. Ato contínuo, numa segunda bola ganha na área do Moreirense, Alex Telles rematou perto da trave de Pasinato (10′).

Aos poucos, o FC Porto foi ganhando metros. Mais do que isso, o FC Porto foi ganhando linhas e espaços que até aí não tinha, o que possibilitou a Nakajima aparecer mais no jogo e a Otávio fazer movimentos pelo corredor central que nessa fase estava fechada. No entanto, a contínua abordagem ao último terço do Moreirense através de bolas paradas e cruzamentos foi sendo controlada por Pasinato sem grandes sobressaltos, de tal forma que, à meia hora, não tinha efetuado uma defesa sequer. E o que significa isso no futebol? Pouco ou nada. Até porque sem efetuar nenhuma defesa tinha visto os dragões conseguirem a reviravolta em poucos minutos: Soares fez o 1-1 na pequena área após cruzamento de Corona da direita (32′), Alex Telles apontou o 2-1 de penálti num lance em que Artur Soares Dias ouviu as indicações do VAR, foi ver as imagens e marcou falta de Abdu Conté sobre Corona (39′).

Os golos soltaram ainda mais a equipa azul e branca, que teve mais um lance de perigo construído de fora para dentro com Nakajima a combinar com Otávio antes do remate à entrada da área que saiu ao lado da baliza do conjunto de Moreira de Cónegos. O intervalo estava logo ali ao virar da esquina mas foi por Marchesín ter ficado a meio de uma interseção que ganhou outro golo antes da descida para os balneários: João Aurélio recebeu bem na direita, fez o cruzamento tenso com arco invertido vendo a entrada de Fábio Abreu ao primeiro poste, o avançado não chegou a tocar na bola mas o gesto foi suficiente para enganar o argentino e fazer o 2-2 (44′).

O segundo tempo começou com um Moreirense mais recuado por mérito de um FC Porto pressionante mas também um Moreirense mais descansado por demérito de um FC Porto vertical mas sem palavra no último terço. E até foram os cónegos a visarem pela primeira vez uma das balizas, com Pedro Nuno a atirar de fora da área para defesa apertada de Marchesín (55′) antes de Uribe ver amarelo por causa desse lance. Seria esse o “gatilho” para Sérgio Conceição lançar em campo o seu joker do clássico, Luis Díaz, recuando Otávio para uma posição mais interior de apoio a Danilo e colocando o suplente a dar uma maior profundidade pelo flanco esquerdo.

O colombiano que até à festa de Uribe tinha números superiores a Brahimi (e é nestas alturas que nos recordamos que passou pelo Dragão um mágico como o argelino que viria a sair a custo zero) não só conseguiu mexer no jogo pelos corredores laterais como permitiu que Otávio fosse agarrar no encontro pelo centro, num movimento que voltou a ser determinante para o triunfo do FC Porto em Moreira de Cónegos com um golo de Díaz a pouco mais de um quarto de hora do final, numa insistência do médio brasileiro que Marega conseguiu desviar de cabeça na área antes do remate certeiro do sul-americano com o joelho a passar por cima de Pasinato (72′), num lance onde João Aurélio ficou a reclamar uma falta de Soares quando tentava disputar a bola.

Ricardo Soares ainda tentou mexer no jogo lançando dois avançados, Sérgio Conceição respondeu com a entrada de Wilson Manafá e a subida de Corona, que viria a fechar em definitivo o jogo com o melhor golo da noite (85′) após assistência de Luis Díaz antes de ver o segundo amarelo já em período de descontos, num lance que quase pareceu a pedido na medida em que o mexicano já tinha demorado demasiado tempo a ir fazer um lançamento ao lado esquerdo antes de retardar o reatamento do jogo numa falta ainda na defesa dos cónegos.

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