O trabalho das administrações das empresas é perseguir o melhor resultado possível, em termos de vendas e lucros. As que são cotadas em bolsa têm ainda que preocupar-se com a confiança dos investidores, tentando convencê-los que os projectos que têm em carteira vão ser um sucesso e que os lucros a breve prazo só podem melhorar. E a valorização bolsista traduz isso mesmo: a confiança que o mercado deposita no rumo da empresa em causa.

Nos últimos meses, a General Motors (GM), um dos grandes gigantes americanos – até há bem pouco tempo o maior –, passou pela desagradável situação de se ver ultrapassada pela Tesla, que entretanto viu as suas acções continuarem a valorizar-se a ponto de passar a valer 2,5 vezes e meia mais do que a GM. Isto apesar de só há bem pouco tempo ter começado a anunciar lucros trimestrais de forma regular.

Esta semana, a GM organizou uma conferência em Nova Iorque reservada a investidores, onde Mary Barra tentou convencer quem detém acções da empresa – e, logo, a quem cabe ditar o seu futuro – a aceitar a aposta nos veículos eléctricos a bateria. Tudo para que as acções também se valorizem, à semelhança do que aconteceu com a Tesla.

Segundo a Reuters, entre os motivos que levaram a GM a propor esta alteração estratégica, há alguma “inveja” pelos resultados do especialista em carros eléctricos. Talvez porque as acções da GM continuam pouco acima dos 33 dólares, sensivelmente o mesmo valor com que os títulos foram lançados no mercado em 2010. Isto coloca o valor da GM nos 49 mil milhões de dólares, muito inferior pois aos 130 mil milhões da Tesla.

Comparativamente, a Tesla valia apenas 19,20 dólares em Julho de 2010, para depois valer 220,40$ por acção em Julho de 2015 e 748,07$ por acção hoje, 7 de Fevereiro, à hora de fecho.