O Sporting anunciou que a FIFA decidiu dar razão a Rafael Leão e Rúben Ribeiro no processo das rescisões de contrato unilaterais. Os dois jogadores cessaram contrato com os leões no pós-agressões na Academia de Alcochete e o clube de Alvalade apresentou queixas contra ambos, colocando em causa a invocação de justa causa. No comunicado divulgado esta quarta-feira, o Sporting já anunciou que vai recorrer da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto.

“A Sporting Clube de Portugal — Futebol, SAD informa que foi hoje notificada das decisões proferidas pela FIFA nos dois processos em assunto. Não são ainda conhecidos os fundamentos das decisões. No caso do Rafael Leão, a FIFA declara que o pedido do Sporting CP, SAD é inadmissível, mas não aprecia o mérito. No caso do Rúben Ribeiro, aceita apreciar o mérito e considera que o jogador teve justa causa para resolver o contrato, mas não atribui a nenhuma das partes o direito a receber qualquer compensação”, pode ler-se na nota divulgada pelos leões, onde acrescentam então que vão “preparar os competentes recursos”.

Rafael Leão e Rúben Ribeiro, atualmente no AC Milan e no Gil Vicente, respetivamente, foram dois dos jogadores que rescindiram contrato com o Sporting de forma unilateral e que não voltaram atrás depois da saída de Bruno de Carvalho da liderança do clube. A carta de rescisão apresentada por Ribeiro era semelhante às demais, principalmente às de Rui Patrício ou Daniel Podence, mas a de Leão distinguia-se pelo crivo pessoal, assim como as de Bruno Fernandes ou Battaglia (dois jogadores que acabaram por regressar ao Sporting durante o período de vigência da Comissão de Gestão).

“O signatário, oriundo de uma família humilde e pobre, integrou desde criança o centro de formação do Sporting Clube de Portugal, usualmente conhecido por ‘Academia de Alcochete’, onde residiu praticamente até aos dias de hoje e ali fez toda a sua formação pessoal e profissional. Reconhecimento e gratidão que apenas considera abalados pelo desequilíbrio comportamental de alguns dirigentes da Sporting SAD, a que a grande instituição Sporting Clube de Portugal é alheia”, podia ler-se logo nos primeiros parágrafos da carta apresentada a 14 de junho de 2018, cerca de um mês depois do ataque à Academia.