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Aqui a esquerda não entra. O Movimento Europa Liberdade (MEL) — cunhado como ‘Aula Magna’ das direitas — vai ter a sua segunda convenção esta terça-feira e quarta-feira, na Culturgest, em Lisboa. Desvalorizado pelo PSD (Rui Rio continua a não ir) e valorizado pelo CDS (o líder Francisco Rodrigues dos Santos fará a abertura), o evento que diz ser contra o “populismo“, convidou este ano o líder do Chega. Há um ano, André Ventura dizia que “qualquer líder de direita” devia ter “vergonha” de participar num evento “inútil” como o do MEL. Desta vez, faz parte de um painel. A Iniciativa Liberal também vai estar representada ao mais alto nível com a presença do líder e deputado João Cotrim Figueiredo. O PS não foi convidado oficialmente. E se Paulo Portas é o representante máximo da última direita que foi poder, Passos Coelho — garante a organização — nem sequer foi convidado.

O fundador e presidente do MEL, Jorge Marrão, disse esta segunda-feira à Rádio Observador que enquanto ele liderar o movimento, este “não vai acabar em partido“. O grande objetivo, explicou no programa Direto ao Assunto, passa por “disputar uma esfera de influência junto dos partidos políticos” e “eliminar o que nós chamamos de esquerda radical e de socialismo radical.” E na esquerda radical Jorge Marrão inclui “um conjunto de atores que gravitam na esfera do Partido Socialista e que eles próprios têm mostrado uma diferença de valores em relação à matriz original do próprio PS“.

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