Quem quiser acompanhar o Grande Prémio de F1 da Austrália, provavelmente, vai ter de esperar pela edição de 2021. Isto porque a corrida deste ano foi anulada. Os organizadores da prova de Melbourne, disputada no traçado do Albert Park, resolveram anular o evento, depois de uma série de membros das equipas terem revelado sintomas preocupantes e alguns deles terem acusado resultados positivos ao coronavírus.

Num comunicado conjunto, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e os organizadores do GP da Austrália anunciaram que “devido ao resultado positivo ao teste do coronavírus a um membro da equipa McLaren e à decisão da equipa em retirar-se da prova australiana, a FIA e a organização da corrida reuniram-se com nove dos responsáveis dos teams inscritos no campeonato de 2020. Da reunião resultou a decisão de cancelar a competição”, restando saber se o GP australiano terá direito a uma nova data durante a presente época, à semelhança do que foi prometido ao GP da China.

Embora a FIA e a organização se refiram apenas ao problema de saúde de um mecânico da McLaren, bem como à decisão da equipa em regressar à base para ficar de quarentena, a verdade é que outros pilotos e equipas decidiram igualmente virar as costas ao GP australiano. Foi o caso de Sebastian Vettel, piloto da Ferrari, e de Kimi Raikkonen, que defende as cores da Alfa Romeo. Ambos optaram por regressar a casa antes de ter sido declarado oficialmente o cancelamento da competição. E se a Alfa Romeo levantava um problema grave, similar ao criado pelo abandono da McLaren, seria impraticável disputar a corrida em Melbourne sem a Ferrari.