A General Motors (GM) revelou no início de Março as suas novas baterias Ultium, que além de possuírem menos cobalto, para serem mais baratas, recorrem ao alumínio para reforçar o efeito estabilizador do manganês. A química NMCA (níquel, manganês, cobalto alumínio) foi desenvolvida pela GM, mas o parceiro técnico é a LG Chem, com a produção a estar a cargo da fábrica que os americanos e os sul-coreanos estão a prever montar em Lordstown, no Ohio. Com mais densidade energética do que as baterias actualmente utilizadas no Bolt e mais baratas, as Ultium figuram entre os argumentos a favor da GM, segundo o fabricante.

A juntar às novas baterias, com que a GM acredita atingir em breve um custo de apenas 100 dólares por kWh, o construtor está igualmente a desenvolver uma nova plataforma específica para eléctricos, capaz de ser escalável, de forma a que o grupo consiga propor uma gama de veículos eléctricos multimarca e multissegmento, com o objectivo de atingir 1 milhão de carros eléctricos a bateria tão rapidamente quanto possível.

Já guiámos. O bom e o menos bom do novo Honda e

A Honda, que recentemente apresentou o Honda-e, fabricado exclusivamente no Japão, necessita de incrementar rapidamente a sua gama de eléctricos, tanto na Europa como nos EUA. Rick Schostek, vice-presidente da marca nos EUA, defende que “esta colaboração com a GM vai juntar os pontos fortes de ambas as empresas, enquanto as sinergias vão permitir preços mais reduzidos para os clientes”, além de mais lucros para os fabricantes. Especialmente para a GM, que no processo vai vender a sua tecnologia.

“O acordo reforça o bom relacionamento que temos com a Honda e valida os avanços técnicos e o potencial das nossas baterias Ultium, bem como da nossa nova plataforma para veículos eléctricos”, declarou o vice-presidente da GM, Doug Parks. A GM prevê construir sobre esta plataforma e baterias o novo Chevrolet Bolt, bem como o Hummer eléctrico, dois modelos para a Cadillac e o Cruise Origin, um modelo autónomo.

Apesar deste investimento da Honda, cujo valor não foi revelado (e que passa pelos japoneses usarem igualmente o sistema da GM OnStar, incorporando-o no Honda Link), os japoneses não indicaram se os dois eléctricos que vão lançar até 2024 nos mercados norte-americanos e canadiano serão igualmente destinados à Europa.

CEO da Honda desdenha eléctricos. Futuro é híbrido

De recordar que a marca nipónica descontinuou em Março a produção do Honda Clarity, o seu único modelo eléctrico em produção, e que em Dezembro o seu CEO, Takahiro Hachigo, colocou em causa a vontade dos consumidores em adquirirem veículos eléctricos, bem como a existência de uma rede de postos de carga à altura do volume de venda de veículos alimentados por bateria.