O Cullinan é o mais impressionante dos veículos produzidos pela Rolls-Royce. E outra coisa não seria de esperar de um SUV tão requintado como as melhores berlinas do fabricante britânico, com mais de 5,3 metros de comprimento e 1,8 m de altura, com um impressionante peso de 2735 kg. Menos mal que conta com conhecido motor da casa, o V12 com 6,75 litros de capacidade sobrealimentado, capaz de fornecer 571 cv e um binário de 850 Nm, logo às 1600 rpm. Mas, apesar de todos estes atributos, é o requinte interior que faz a diferença, além de justificar o preço que ronda 350.000€.

A Rolls-Royce produz um outro Cullinan bastante mais em conta, cujo valor a Top Gear estima em 30.000£, cerca de 33.000€. A grande diferença para o modelo original é mesmo a dimensão, uma vez que o seu comprimento é de apenas 66 cm e a altura não ultrapassa 23 cm. A Rolls anuncia-o como uma miniatura à escala 1:8, personalizável, tal como acontece nos Cullinan em tamanho 1:1.

Para o fabricar, a marca recorre a cerca de 1000 peças, à escala, é claro, o que exige 450 horas de trabalho, cerca de metade do que é preciso para montar um Cullinan de tamanho normal. As pequenas dimensões não ajudam a apressar o processo, com os técnicos da marca a colocarem a atenção nos detalhes, tanto mais que os clientes podem escolher uma das 40.000 cores disponíveis. E caso nenhuma destas lhe sirva, podem sempre optar por criar a sua, o que fará incrementar o preço da miniatura, o que não é grave num construtor para cujos clientes o preço não é um problema.

Tudo funciona na perfeição, das portas às luzes, passando pelo capot do motor, que expõe o imponente V12, que obviamente não funciona. Assim que se abre qualquer uma das portas a luz interior acende, como no carro verdadeiro, iluminando um habitáculo em que as aplicações de madeira são tão verdadeiras quanto as da versão de 350.000€. Um pouco à semelhança do que acontece com o revestimento dos assentos, também em pele.

Para o CEO da Rolls-Royce, Torsten Müller-Ötvös, “este modelo à escala vem conferir ao Cullinan uma nova dimensão, demonstrando e fazendo-nos recordar, enquanto empresa, que a grandiosidade se aplica a tudo e não apenas às coisas de maiores dimensões”.