O Ministério Público (MP) acusou um contabilista e um inspetor tributário da Direção de Finanças de Braga de corrupção, num processo de alegados favores que terá envolvido a oferta de uma secretária antiga e duas cadeiras.

Em nota esta quinta-feira publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o contabilista está acusado de corrupção ativa e o inspetor de corrupção passiva.

O MP considerou indiciado que o contabilista trabalhava para empresas que estavam a ser alvo de inspeções tributárias e de inquéritos criminais, em novembro e dezembro de 2015.

Nesse sentido, terá contactado o inspetor arguido, para que este contactasse os inspetores incumbidos das inspeções às ditas empresas, “no sentido de ser posto ao corrente do andamento das mesmas e de que nos relatórios constassem as informações que pretendia”.

Ainda segundo o MP, o contabilista ofereceu ao inspetor uma secretária antiga e duas cadeiras, “convencido de que, assim, este agiria no intuito de favorecer as sociedades no âmbito das inspeções tributárias”.

O inspetor aceitou aqueles objetos, no valor de 1.000 euros, que colocou em sua casa, “disponibilizando-se a dar as informações que pudesse”.