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Wendel tinha o nome de um Violino nas costas e conduziu a banda (a crónica do Sporting-Gil Vicente) /premium

O médio jogou com o nome de Jesus Correia nas costas, abriu o marcador e esteve na jogada do segundo golo. O Sporting venceu o Gil Vicente em dia de aniversário e solidificou o terceiro lugar (2-1).

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O médio brasileiro já tinha marcado ao Gil Vicente na primeira volta, em dezembro

EPA

O médio brasileiro já tinha marcado ao Gil Vicente na primeira volta, em dezembro

EPA

114 anos, quarta vitória consecutiva, dizer definitivamente adeus ao 4.º lugar. O dia do Sporting era altamente redundante e dividia-se entre celebrações e objetivos: a celebração do 114.º aniversário do clube e os objetivos de chegar ao quarto resultado positivo seguido e ficar com cinco pontos em relação ao Sp. Braga, solidificando o terceiro lugar. Tudo isto culminava em Alvalade na noite desta quarta-feira, no jogo contra um Gil Vicente que na primeira volta venceu os leões em Barcelos.

Mais do que isso, celebrações e objetivos à parte, o Sporting tinha a oportunidade de continuar e confirmar o facto de ser a melhor equipa da retoma da Primeira Liga e chegar aos 13 pontos em 15 possíveis. Com o FC Porto, apesar da liderança isolada, a realizar exibições sofríveis e a acumular deslizes, o Benfica a ficar sem treinador nesta fase da temporada depois de duas derrotas seguidas e o Sp. Braga a também mudar de comando técnico entre uma fase pouco conseguida, os leões destacavam-se pela harmonia de resultados e a aparente tranquilidade que não deixava de largar algumas pistas positivas no que toca à próxima época.

Ficha de jogo

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Sporting-Gil Vicente, 2-1

29.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Rui Oliveira (AF Porto)

Sporting: Maximiano, Eduardo Quaresma, Coates, Borja, Ristovski, Matheus Nunes (Tiago Tomás, 81′), Wendel (Battaglia, 81′), Nuno Mendes, Rafael Camacho (Doumbia, 69′), Sporar (Joelson, 90+1′), Plata

Suplentes não utilizados: Renan Ribeiro, Ilori, Luís Neto, Miguel Luís, Pedro Mendes

Treinador: Rúben Amorim

Gil Vicente: Denis, Rodrigo, Rúben Fernandes, Ygor Nogueira, Claude Gonçalves, Soares, Baraye (Samuel Lino, 63′), João Afonso (Kraev, 79′), Lourency (Naidji, 87′), Rúben Ribeiro, Sandro Lima (Hugo Vieira, 87′)

Suplentes não utilizados: Bruno, Alex Pinto, Vítor Carvalho, Edwin Vente, Ahmed Isaiah

Treinador: Vítor Oliveira

Golos: Wendel (21′), Gonzalo Plata (49′), Rúben Ribeiro (gp, 90′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Samuel Lino (75′), a Ygor Nogueira (90+2′)

Ainda assim, e mesmo entre três vitórias seguidas e oito golos marcados contra três sofridos nesta retoma, a equipa de Alvalade não deixava de estar sob uma onda de azar no que toca a lesões. Luiz Phellype lesionou-se em janeiro e não vai voltar a estar disponível, Vietto também ficou de fora depois de ter sido um dos jogadores mais influentes nos primeiros jogos, Acuña ainda recupera de lesão, Mathieu terminou a carreira depois de um lance num treino e na última jornada foi Jovane Cabral a cair na sequência. O jovem jogador, que estava a ser o grande destaque do Sporting nas últimas semanas — marcou quatro golos em três jogos seguidos, dois deles de livre direto –, magoou-se no lance do primeiro golo que apontou ao Belenenses SAD, saiu logo ao intervalo e nem sequer estava nos convocados para a receção ao Gil Vicente. Depois de Vietto, Rúben Amorim voltava a perder aquele que era nesta altura o principal criativo da equipa.

Era neste contexto que o treinador leonino fazia Rafael Camacho regressar ao onze inicial, já que o jovem jogador perdeu a titularidade por troca com Ristovski contra o Belenenses SAD. Camacho era mesmo a única alteração que Amorim fazia na equipa, entrando diretamente para o lugar de Jovane — mais adiantado do que tem jogado na retoma, com Ristovski a manter-se no corredor — e a aposta do técnico nos jovens que têm estado em bom plano mantinha-se: Eduardo Quaresma era novamente titular ao lado de Coates e Borja, Nuno Mendes voltava a aparecer na esquerda e Matheus Nunes no meio-campo. Já Francisco Geraldes, que entrou bem ao intervalo contra o Belenenses SAD e pareceu espreitar o onze na ausência de Jovane, voltava a começar na condição de suplente.

“114 anos de história, 114 anos de devoção. Continuem com esforço e dedicação”. A faixa que os adeptos do Sporting mostraram junto ao estádio à chegada da equipa. FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

A estrear o equipamento novo apresentado à meia-noite desta quarta-feira, o Sporting homenageou ainda antigas glórias do clube ao colocar nomes de antigos jogadores nas costas dos elementos que enfrentavam o Gil Vicente: Max era Damas, Coates era Stromp, Plata era Balakov e por aí fora. Contra uma equipa de Vítor Oliveira que em Alvalade, para surpresa geral, não tinha o búlgaro Kraev no onze inicial, os leões mostraram desde cedo que a intenção era desequilibrar principalmente a partir da direita. Ristovski avançava pelo corredor, Plata puxava para dentro para deixar a ala solta para o macedónio e Sporar aparecia na área acompanhado por Rafael Camacho para tentar responder aos cruzamentos.

O lance foi ensaiado duas vezes, primeiro com um alívio de Denis após passe de Ristovski (8′) e depois com Sporar a falhar o desvio ao segundo poste (14′), e à terceira acabou por dar frutos. Ristovski avançou com a bola controlada e solicitou Plata, que entrou na grande área, quase caiu mas conseguiu soltar para uma zona mais recuada; Sporar falhou o remate e na insistência, nas costas, Wendel apareceu a atirar para o fundo da baliza de Denis (21′). A bola ainda desviou num defesa gilista, enganando o guarda-redes, e o brasileiro voltava a marcar ao Gil Vicente depois de já ter feito golo em Barcelos em dezembro.

Depois do golo, o Sporting baixou ligeiramente as linhas e permitiu mais espaço à equipa adversária, que não recusou a possibilidade de ter mais bola e mais presença no meio-campo contrário. Sandro Lima bateu Max mas estava em posição irregular (26′) e a equipa de Vítor Oliveira procurava principalmente o corredor esquerdo do ataque, para explorar o espaço que Ristovski deixava nas costas sempre que se lançava em transição ofensiva. A melhor oportunidade dos gilistas apareceu já depois da meia-hora, com um remate de Baraye que Max defendeu (35′), e o Sporting foi para o intervalo a vencer mas com a ideia de que teria de aumentar a vantagem para não correr o risco de ver um ataque do Gil Vicente transformar-se numa dor de cabeça. Além disso, porém, voltava a destacar-se a grande eficácia dos leões: voltavam a marcar no primeiro remate enquadrado pelo terceiro jogo consecutivo e esta quarta-feira, em Alvalade, iam mesmo para o balneário com o golo de Wendel como o único remate feito à baliza de Denis.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Sporting-Gil Vicente:]

Numa segunda parte que começou sem alterações nas duas equipas, o Sporting mostrou logo nos instantes iniciais que queria chegar depressa ao segundo golo para evitar surpresas. Wendel teve tudo para bisar na partida, depois de ser isolado por Gonzalo Plata, mas permitiu a defesa de Denis (47′) e adiou por escassos minutos o aumentar da vantagem. Num lance onde Wendel voltou a ser importante, ao pressionar Claude Gonçalves e forçar o médio gilista a tentar um passe de risco para o lado contrário, Plata antecipou-se de forma inteligente a Rúben Fernandes e marcou à saída do guarda-redes (49′).

Depois de consolidada a vantagem leonina, a dinâmica que aconteceu na primeira parte na sequência do golo de Wendel repetiu-se. O Sporting voltou a recuar e tirou alguma intensidade à primeira fase de pressão, oferecendo a bola e a iniciativa ao Gil Vicente à espera de aproveitar um eventual erro que deixasse espaço nas costas da defesa. Ainda assim, e ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, o Gil Vicente mostrava algumas dificuldades em entrar com perigo no último terço adversário e apresentava-se pouco incisivo, permitindo muito conforto e tranquilidade a uma bem organizada linha defensiva dos leões. O único lance que obrigou Max a uma intervenção chegou através de Rúben Ribeiro, que procurou surpreender com um canto direto, mas o jovem guarda-redes afastou (64′)

Vítor Oliveira foi o primeiro a mexer, ao trocar Baraye por Samuel Lino, e Rúben Amorim reagiu ao lançar Doumbia para o lugar de um apagado Rafael Camacho, colocando Matheus Nunes mais perto da ala para o costa-marfinense ocupar uma posição no setor intermédio. O jovem médio acabou por sair, porém, assim como Sporar, ambos para dar lugar a dois estreantes: Tiago Tomás e Joelson, um com 18 anos e outro com 17, que cumpriram os primeiros minutos na equipa principal do Sporting — e com os nomes de Cristiano Ronaldo e Yazalde nas costas.

Até ao fim, Doumbia ainda cometeu uma grande penalidade sobre Hugo Vieira, oferecendo a Rúben Ribeiro o golo no regresso a Alvalade, na conversão da grande penalidade (90′). O Sporting chegou à quarta vitória consecutiva, à quinta vitória em seis jogos na era Rúben Amorim e ficou com cinco pontos de vantagem no terceiro lugar em relação ao Sp. Braga. Gonzalo Plata marcou um golo e assistiu para outro mas acabou por ser Wendel, que abriu o marcador, forçou a defesa do Gil Vicente a errar no segundo golo e equilibrou a ligação entre o setor defensivo e ofensivo, a destacar-se nos leões. Com o nome de Jesus Correia, um dos Cinco Violinos, nas costas, foi o médio brasileiro a pegar na batuta para conduzir a banda.

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