A União dos Sindicatos de Setúbal (USS) organiza na sexta-feira uma Marcha Pelo Emprego na cidade do Sado para exigir emprego com direitos e medidas de apoio para os 9.244 trabalhadores despedidos desde fevereiro naquele distrito.

A Marcha pelo Emprego, que terá início às 10h junto à Segurança Social e que segue em direção ao Centro de Emprego de Setúbal, pretende também denunciar o despedimento de milhares de trabalhadores precários, que não beneficiaram dos mecanismos de proteção do emprego, como lay-off, para minimizar os efeitos da pandemia Covid-19.

“Só no complexo industrial da Autoeuropa em Palmela, que inclui a fábrica da Volkswagen e dezenas de empresas do parque industrial, estimamos que tenham sido despedidos cerca de 2.000 trabalhadores precários”, disse à agência Lusa Luís Leitão, coordenador da USS.

Segundo o dirigente sindical, no final do passado mês de maio já havia um total de 41.567 desempregados no distrito de Setúbal, o que corresponde a um aumento de 28,6% num período de três meses.

De acordo com os dados da USS, o concelho do Seixal teve o maior aumento do número de desempregados no distrito, tendo atualmente um registo de 7.870 desempregados, a que se segue o concelho de Almada com 7.690 trabalhadores no desemprego.

A hotelaria, turismo e serviços, ainda de acordo com a USS, foram os setores mais afetados, em termos de emprego, pela pandemia Covid-19 no distrito de Setúbal.