Ricardo Salgado poderá ser acusado de liderar uma associação criminosa dentro do Grupo Espírito Santo. Essa é, segundo o jornal Público, a tese para a qual o Ministério Público se está a inclinar, a poucos dias do prazo para que seja divulgado o despacho de acusação, a próxima quarta-feira.

Segundo o jornal, a tese do Ministério Público é que foi criada uma estrutura fraudulenta dentro do banco, centralizada no Departamento Financeiro e de Mercados – que tinha tutela direta de Amílcar Morais Pires, antigo diretor financeiro do banco, e que era gerida por Isabel Almeida.

O Ministério Público está convencido de que essa foi uma estrutura criada dentro do banco e que escapava ao conhecimento da maioria da equipa de gestão e das entidades de fiscalização do banco, incluindo o Banco de Portugal.

Os delitos cometidos por essa estrutura incluíam, segundo o Público, fazer pagamentos ocultos, cometer fraude no comércio internacional e desviar fundos de centenas de milhões de euros para corrupção. Era uma entidade que, envolvendo o banco, sustentava as necessidades financeiras do Grupo Espírito Santo.

Como Salgado usou o ‘saco azul’ para implementar um esquema de financiamento fraudulento do GES