Começou em 2008, tendo apenas 11 anos acabados de cumprir em março, com o nome de solteira da mãe para não ser avaliado por um apelido. Em 2015 terminou o Campeonato de Fórmula 4 ADAC no décimo lugar, um ano depois já era vice-campeão nesse e no Campeonato Italiano de Fórmula 4, terminando ainda em terceiro no MRF Challenge de Fórmula 2.000. Atingiu a Fórmula 3 e, em 2018, conseguiu um inédito título na carreira, sagrando-se campeão europeu na categoria logo no circuito de Hockenheim, na Alemanha. Tinha apenas 19 anos.

Mick deixou os “pseudónimos”, mostrou os genes de Schumacher mas não abdica de escrever a sua história

Mick Betsch, que entretanto passou a competir como Mick Schumacher, não demorou a ter os holofotes centrados em si por algo a que no início da carreira fugia – ser visto como o filho do lendário Michael Schumacher. Assumiu esse legado, defendendo sempre que queria ser avaliado pelo que fazia e não pelo que o pai tinha feito. Assinou pela Ferrari, teve no ano passado as primeiras experiências em treinos de Fórmula 1, manteve a ideia que sempre teve de ficar pela Fórmula 2 e evoluir como piloto antes de qualquer salto para o principal Mundial.

“Vou fazer tudo para alcançar o meu sonho”. 23 anos depois do pai, Mick Schumacher entra para a família Ferrari

“Estou realmente ansioso por disputar a próxima temporada, com a Prema, na FIA Fórmula 2, um passo lógico no meu caminho desportivo. Quero melhorar ainda mais a minha experiência técnica e habilidades de pilotagem. Para mim, era muito claro entrar na Fórmula 2 com a Prema. Não consigo agradecer à família Prema o suficiente pelo que conseguimos juntos como equipa, especialmente este ano. Continuaremos a desenvolver-nos juntos”, disse após a confirmação dessa meta. No ano de estreia, em 2019, ganhou uma das 22 corridas da temporada e terminou a classificação geral no 12.º lugar. Agora, para 2020, o objetivo era melhorar.

Nas primeiras duas provas do Mundial, no Red Bull Ring da Áustria, começou com um 11.º lugar (vitória do britânico Callum Ilott, da UNI-Virtuosi Racing) e ficou de seguida na sétima posição (triunfo do brasileiro Felipe Drugovich, da MP Motorsport). Este fim de semana, no mesmo traçado, começou com um quarto posto este sábado atrás do russo Robert Shwartzman (companheiro de equipa na Prema), do japonês Yuki Tsunoda (Carlin) e do chinês Guanyu Zhou (UNI-Virtuosi Racing). Pela lógica de melhoria, este domingo era a grande oportunidade para conseguir o primeiro pódio da época. E esteve perto. Mas o improvável, mesmo improvável, aconteceu.

Na segunda prova da segunda ronda do Grande Prémio da Estíria, Mick Schumacher seguia no terceiro posto e em excelentes condições para assegurar a posição quando o extintor do cockpit explodiu e o piloto germânico ficou sem visibilidade por causa da espuma, o que levou à desistência. “Estatisticamente, uma vez em cada dez anos pode acontecer uma peça de borracha dos pneus atingir o botão de emergência que aciona o extintor. Aconteceu comigo hoje, quando seguia na terceira posição. Foi muito azar, mas o nosso ritmo estava forte outra vez”, escreveu depois o piloto da Prema nas redes sociais, explicando o azar que lhe bateu à porta nesta prova.