A empresa indonésia Buzi Hydrocarbons anunciou a interrupção de perfurações para pesquisa de gás natural no bloco de Búzi, no centro de Moçambique, devido ao novo coronavírus.

Trata-se de uma atividade complexa, levada a cabo por um número considerável de trabalhadores, incluindo expatriados, que devido à obrigatoriedade de cumprir os procedimentos estabelecidos pelo Governo relativos à entrada e saída de bens e pessoas no território nacional, não poderão proceder à devida rotação”, lê-se numa nota divulgada na página do Instituto Nacional de Petróleo (INP) de Moçambique.

A empresa comunicou a interrupção ao regulador moçambicano na quinta-feira, tendo avançado que “neste momento as atividades de perfuração estão resumidas à manutenção da plataforma no local”.

“Espera-se que logo que se proceda ao levantamento do estado de emergência e as condições de circulação estejam normalizadas, os furos BS-1 e BS-2 sejam completados e testados, com vista a verificar o fluxo e quantificação de gás natural”, refere-se na nota do INP. A abertura de cada um dos furos de pesquisa está avaliado em 15,2 milhões de dólares (13,2 milhões de euros), segundo dados do INP.

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A Buzi Hydrocarbons detém 75% dos direitos sobre o Bloco de Búzi e o governo moçambicano 25%, através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A empresa indonésia anunciou o início das perfurações em 2019, altura em que a única exploração comercial de gás natural nas proximidades daquele ponto estava a ser feita pelo grupo sul-africano Sasol. A intenção de investir na pesquisa de gás em Búzi, cujos registos de possível ocorrência datam de 1962, foi anunciada em 2015 e, na altura, o plano era perfurar cerca de 15.225 pés de profundidade nos poços de BD1 e BD2, ambos no interior do campo de gás de Búzi.