O deputado e vereador na Câmara Municipal de Lisboa, João Gonçalves Pereira, foi reeleito, na terça-feira, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP até 2022, um mandato que antecipa “muito exigente”.

“Vivemos tempos difíceis no nosso partido e não tenhamos dúvidas de que o nosso mandato 2020/2022 será muito exigente, com vários atos eleitorais, por isso, temos que preparar o CDS para estes desafios no distrito de Lisboa”, escreveu o centrista na rede social Facebook.

Já o líder da bancada parlamentar centrista, Telmo Correia, foi eleito presidente da Mesa da Assembleia Distrital, enquanto Júlio Reis vai desempenhar as funções de presidente do Conselho Distrital de Jurisdição durante os próximos dois anos.

Na mesma publicação, João Gonçalves Pereira escreveu que “mais do que vencer uma eleição interna no partido, é preciso afirmar o CDS para ganhar o país”.

“Com vários desafios pela frente, a equipa distrital que tenho o gosto e orgulho de liderar estará à altura das disputas que se avizinham. Haja sentido de responsabilidade, lealdade e respeito para isso”, finalizou.

DESAFIOS 20/22Quero agradecer a todos aqueles que depositaram o seu voto e confiança política nas equipas que compõem…

Posted by João Gonçalves Pereira on Tuesday, September 22, 2020

Em declarações à agência Lusa, o líder da bancada centrista na Assembleia Municipal de Lisboa, Diogo Moura, disse que a lista única de João Gonçalves Pereira venceu as eleições “com cerca de 76% dos votos”.

Diogo Moura foi reeleito presidente para o terceiro mandato à frente da concelhia de Lisboa do CDS-PP, eleição na qual participaram “mais de 100 militantes” no concelho da capital.

Adolfo Mesquita Nunes deixou o cargo de presidente da Mesa do Plenário de Militantes da concelhia, que será agora ocupado pela antiga vice-presidente da Assembleia da República na XII Legislatura e vice-presidente do partido, Teresa Caeiro.

Questionado sobre quais os desafios do partido para o próximo mandato, Diogo Moura explicou que o objetivo é “manter a qualidade dos autarcas” que o partido tem e a “malha territorial”.

Questionado sobre as eleições autárquicas de 2021, aquele que será o primeiro desafio deste mandato, Diogo Moura disse que, de momento, o partido “está a trabalhar internamente”. O líder da concelhia disse que o partido ainda não decidiu se vai concorrer à autarquia da capital sozinho ou coligado, o que, no entanto, “não impede que haja contactos pontuais”.