É uma mega-produção, ou não juntasse entidades públicas e privadas que se aliaram para desconfinar em força o setor da música ao vivo e dos espectáculos em Portugal. Chama-se “Santa Casa — Portugal Ao Vivo” e, entre 31 de outubro e 19 de dezembro, será responsável por 40 espectáculos — a maioria dos quais concertos, mas também com momentos de comédia — que vão decorrer em Lisboa e Porto, 20 dos quais no Campo Pequeno, em Lisboa, e outros tantos no Pavilhão Rosa Mota — Super Bock Arena, no Porto.

Os espectáculos em Lisboa e Porto acontecem nos mesmos dias, pelo que serão 20 dias com atuações em nome próprio de alguns dos artistas, bandas e humoristas mais populares da cultura portuguesa. Entre os confirmados estão os Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Mariza, Jorge Palma, Aurea, Diogo Piçarra, Carminho, Plutonio, Dino D’Santiago, Bárbara Tinoco, Richie Campbell, Amor Electro, César Mourão, Fernando Rocha, David Carreira e Mishlawi. Pode ver os dias em que cada artista e banda irá atuar na imagem que se segue:

O cartaz do “Santa Casa – Portugal Ao Vivo”

Os bilhetes já se encontram à venda, quer no site da promotora Everything is New, quer noutros locais habituais de venda de bilhetes, como o site da plataforma de venda online Ticketline (aqui).

Autarquias suportam custos com técnicos de som, luz e palco

A iniciativa alia duas promotoras privadas de concertos, a Everything is New e a PEV Entertaiment, às câmaras municipais de Lisboa e Porto e à Santa Casa da Misericórdia.

Em comunicado enviado pela EiN ao Observador, a iniciativa é descrita como uma ação que tem o objetivo de promover “a retoma e o incentivo à cultura em Portugal”. É ainda referido que “para que a realização destes espetáculos fosse possível, foi fundamental o contributo de parceiros tão prestigiantes como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Câmara de Lisboa, EGEAC [Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural] e a Câmara Municipal do Porto”.

Em exclusivo para os espetáculos da região de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa/EGEAC participam com um financiamento num formato de coprodução, sendo o seu principal intuito apoiar a contratação de serviços de som, luz e palco. O mesmo acontece com o financiamento vindo da Câmara Municipal do Porto, uma presença que se destina unicamente aos espetáculos da região norte, como forma de ajudar a suportar todos os custos técnicos implícitos em cada espetáculo”, é escrito no comunicado.

A iniciativa é ainda apoiada por “dois parceiros de media”, de acordo com o comunicado. Trata-se da estação pública de televisão RTP e da (privada) Rádio Comercial.

O comunicado garante ainda que “cada espetáculo é pensado com base no cumprimento rigoroso das normas impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS)”. E refere várias medidas adotadas: “O uso de máscaras é obrigatório, num espaço delimitado para o efeito, onde todos os lugares estarão identificados, cumprindo o distanciamento obrigatório entre os espectadores que não façam parte do mesmo agregado. Por último, de modo a evitar qualquer tipo de congestionamento entre pessoas, todas as entradas e saídas terão circuitos próprios com a devida sinalização”.