A Petrobras informou esta quinta-feira que vai investir 55 mil milhões de dólares (46,2 mil milhões de euros) entre 2021 e 2025, uma redução de 27% face aos 75,7 mil milhões de dólares (63,6 mil milhões de euros) inicialmente previstos.

Vai concentrar-se sobretudo na exploração dos campos do pré-sal, reservas de petróleo que estão localizadas numa camada de sal de dois quilómetros de espessura no Oceano Atlântico, em linha com o “posicionamento estratégico” da empresa.

Os investimentos da Petrobras, segundo o plano divulgado aos investidores, contemplam 10,2 mil milhões de dólares (cerca de 8,5 mil milhões de euros) em 2021, seguidos de 11 mil milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros) em 2022.

A empresa prevê investir 11,9 mil milhões de dólares (9,9 mil milhões de euros) em 2023, 11,6 milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros) em 2024, e 10,5 mil milhões de dólares (8,8 milhões de euros) em 2025.

A petrolífera indicou ainda que, no período, irá limitar a aprovação de novos investimentos a projetos que possam ser rentáveis e “resilientes ao preço do petróleo Brent de 35 dólares [cerca de 29 euros]” por barril.

Em relação à produção, a estatal brasileira informou que fixou a meta para o próximo ano em 2,75 milhões de barris equivalentes por dia, com margem de variação de 4%, face aos 2,9 milhões de barris diários que tiveram planeados há um ano.

A queda na produção e a redução nos investimentos refletem, segundo a Petrobras, “os impactos associados à Covid-19 e aos desinvestimentos realizados em 2020”.

A Petrobras já havia anunciado em setembro passado que iria rever o seu plano estratégico para enfrentar a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus e a forte queda da procura global por combustíveis.

A partir de 2021, a produção deve escalar gradativamente e atingir 3,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2024 e se manter estável em 2025.

A petrolífera estatal também anunciou a criação de um departamento focado em mudanças climáticas com o objetivo de reduzir em 25% as suas emissões de gases com efeito estufa até 2030.

Nos primeiros nove meses deste ano, a Petrobras acumulou perdas de 52,7milhões de reais (8,3 mil milhões de euros), o que contrasta com o lucro de 31,9 milhões de reais (5 milhões de euros) registado no mesmo período de 2019.