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Marcelo Rebelo de Sousa tentou ligar a Rui Rio e a Francisco Rodrigues dos Santos para perceber o ponto de situação do Novo Banco. Na noite de quarta-feira e durante a manhã de quinta, começou a desenhar-se no Parlamento uma maioria para aprovar o diploma do Bloco de Esquerda e travar a injeção de quase 500 milhões de euros no Novo Banco. E Marcelo decidiu pôr-se em campo.

O Observador sabe que o Presidente da República tentou antecipar o sentido de voto do CDS, uma vez que um eventual voto contra dos democratas-cristãos deitaria por terra o diploma do Bloco de Esquerda. Marcelo estava preocupado com os efeitos da aprovação da medida para a estabilidade do setor financeiro e para a credibilidade da imagem externa do país.

Tentaria o mesmo com Rui Rio. Mas sem sucesso. O PSD manteve o voto a favor do diploma que travou a transferência de dinheiro público para o Novo Banco não sem antes existir uma auditoria que comprove, preto no branco, qual é a fatura que o Estado tem e deve pagar. Mesmo com António Costa a aproveitar o caso para dramatizar, culpando aqueles que, no seu entender, “quiseram brincar com o fogo” e queimar o país.

Rio não mexeu um músculo. Na quinta-feira, no Parlamento, o líder social-democrata garantiu que o partido não colocará em causa os compromissos do Estado português, mas deixou um aviso à navegação: “O Estado português tem de cumprir, mas temos de ter a certeza de que do outro lado também estão a cumprir. Os contratos têm dois lados e estamos aqui a defender os contribuintes portugueses”.

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