A China afirmou esta sexta-feira que a conclusão de um acordo para a proteção de investimentos entre a China e a União Europeia está na “reta final”, após sete anos de negociações.

Os dois lados comprometeram-se a concluir o acordo ainda este ano, o que cimentará os laços económicos entre os dois blocos económicos.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, disse que as negociações registaram um “progresso significativo”.

As negociações entraram na reta final”, disse o porta-voz.

A China espera que os dois lados “consigam atingir as metas estabelecidas pelos respetivos líderes”, vincou.

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Durante a cimeira virtual China – UE, que se realizou em setembro passado, o Presidente chinês, Xi Jinping, e os seus parceiros europeus concordaram em concluir as negociações antes do final do ano.

As discussões estão a ser “intensas” e “foram feitos progressos em várias áreas”, afirmou na quinta-feira um porta-voz da Comissão Europeia.

“A União Europeia continua determinada a concluir as negociações até ao final do ano, na medida em que estas valham a pena”, acrescentou. “Não vamos priorizar a velocidade sobre o conteúdo”, assegurou.

Citado pela agência France-Press, o presidente da Câmara de Comércio da UE na China, Joerg Wuttke, disse que os negociadores “aparentemente fizeram grandes progressos em termos de acesso aos mercados”.

Wuttke disse esperar um acordo “nos próximos dias”.

As negociações, que começaram em novembro de 2013, visam proteger mutuamente os investimentos europeus na China e os investimentos chineses na UE.

O acordo tornaria, por exemplo, mais fácil aos investidores da UE comprarem participações em empresas chinesas, visando tornar a relação recíproca.

O grupo dos 27 exige maior respeito pela propriedade intelectual, o fim das transferências forçadas de tecnologia impostas a empresas estrangeiras na China e os subsídios excessivos atribuídos às empresas públicas chinesas.

Estes são temas de debate também entre a China e os Estados Unidos, no contexto da guerra comercial lançada pelo governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o país asiático, em 2018.

Bruxelas adotou, nos últimos anos, várias “medidas defensivas”, incluindo a criação de um mecanismo de triagem do investimento externo e um outro para travar aquisições hostis durante a pandemia do novo coronavírus.

A Comissão Europeia aconselhou ainda os Estados-membros a aplicarem “restrições relevantes” aos fornecedores considerados de “alto risco” nas redes móveis de quinta geração (5G), incluindo a exclusão dos seus mercados para evitar riscos “críticos”, numa alusão ao grupo chinês das telecomunicações Huawei.