Dadas as contingências para que nos atirou o coronavírus, é difícil fazer planos… mas é possível. Antes de sabermos que um novo confinamento estaria na ordem do dia, fomos à boleia com Joana Barrios num FIAT 500 Elétrico, à procura de locais em Lisboa, onde pudéssemos combinar um brunch, feito com produtos saudáveis e biológicos, e petiscos igualmente sustentáveis, a várias horas e diferentes dias da semana. Mas há mais, muito mais, de norte a sul do país, com características próprias e pratos que vale a pena experimentar. Entretanto, voltámos a confinar, mas o brunch pode — e deve — fazer parte dos dias em casa. Tem duas soluções: ou tenta replicar as receitas dos pratos que lhe indicamos, ou ajuda a economia destes espaços, fazendo um pedido de take-away para degustar na segurança do lar.

Comecemos pelo princípio: brunch, o que é? Na verdade, é uma aglutinação das palavras inglesas: breakfast e lunch — pequeno-almoço e almoço, respetivamente. É indicado para fazer ao fim de semana — dado que atravessa horários difíceis de contornar em dia de trabalho —, em dias festivos, com a família ou com amigos. E onde se toma? Pode tomar-se em quase todo o lado… incluindo em casa. Se, em Lisboa, num percurso de apenas três quilómetros percorridos, encontrámos excelentes lugares para comer um brunch fabuloso e sustentável — assim como outro tipo de petiscos —, o que não será nos mais de 92 mil quilómetros quadrados de Portugal Continental e ilhas?

Brunch espalhado pelo país

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A nossa volta a bordo do FIAT 500 Icon Cabrio cingiu-se a Lisboa, mas o resto do país também já se rendeu ao brunch. Anote na sua agenda para experimentar depois do confinamento — ou pergunte se têm serviço de take-away.

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PORTO
Zenith – Brunch & Cocktails
No Zenith Brunch & Cocktail Bar não há menus fixos, mas variadas opções, como o banana bread, a tapioca de frango, cheddar e abacate, e a shakshuka vegan (para saber do que se trata, o melhor é experimentar), entre outros. Há diversos tipos de café para terminar, ou acompanhar, as refeições, sendo que a sangria é também uma das especialidades que não deve deixar de provar.

CALDAS DA RAINHA
Citrus Coffee
No centro do país, podemos deliciar-nos com smoothies de cenoura, abacaxi e canela, com saladas de quinoa e frango, com tapioca de manteiga de amendoim e banana, e muito mais. O Citrus Coffee, situado na Praça da República, é o projeto de vida de um casal da região, que começou a praticar uma alimentação mais saudável e quis partilhar a sua experiência. Durante o confinamento, vai continuar a partilhar, através das plataformas de entrega ao domicílio, serviço de take-away e recolha no estabelecimento.

OLHÃO
Figo da Pita
No sul do país, aproveita-se um dos ingredientes mais comuns da região: o figo de Pita, um fruto cujo uso caiu em desuso. Foi a pensar no que temos à mão de semear e que desperdiçamos que surgiu o Figo de pita, um espaço que se apresenta como “restaurante de pequenos-almoços e brunches em Olhão”. O seu lema é “Slow food made with love”.

Em Campo de Ourique

Começámos a busca a bordo do novo FIAT 500 Elétrico, um elétrico silencioso e cheio de estilo. Muito próximo da Igreja dos Prazeres, no bairro lisboeta de Campo de Ourique, encontrámos o “Ela Canela”, com as enormes janelas que o caracterizam e que acrescentam luz natural à boa energia deste espaço. Joana Oliveira, a chef e uma das proprietárias, trabalha com produtores locais e orgânicos, ingredientes da estação, e nunca perde o foco na sustentabilidade. Os deliciosos pratos aqui servidos são saudáveis, preservam as propriedades dos alimentos e não guardam lugar para os produtos processados, açucares refinados ou laticínios.

Para começar este dia de pesquisa gastronómica, a Joana Barrios bebeu o latte com bebida de amêndoa e umas “twist’ing”, panquecas de banana com ganache de cacau e avelã, mel e trigo sarraceno. Não só ganhou energia, como inspiração (se preciso fosse) para fazer as suas receitas com os produtos super frescos do cabaz que aproveitou para encomendar. As frutas e legumes vindas diretamente das produções biológicas, muito próximas de Lisboa, como “Do Quintal Farmhouse”, “Casal da Fé”, “Nãm” e “Cucumbi”, permitem servir algumas das receitas da Joana num brunch feito em casa, muito personalizado, como por exemplo a Tarte aberta de frutas — deliciosa e amiga de usar qualquer fruta fresca, ou até a mais passada e que já poucos quereriam comer — e o Guacamole com chips de batata doce, para usar os abacates que estavam com excelente aspeto no cabaz do Ela Canela (receitas que fazem parte do livro “O da Joana”, publicado em 2020). Uma boa dica para preparar um brunch com produtos deste espaço, agora que vamos passar um bom tempo por casa. Basta encomendar o cabaz levantá-lo no Ela Canela e pôr mãos à obra — com miúdos à mistura. Se preferir, peça um take-away de qualquer produto da loja ou do menu “Reconfinar”, próprio deste período.

Junto ao Tejo

Colocado o cabaz na bagageira do nosso Fiat 500 Icon Cabrio, pintado de um cinzento mineral (cor inspirada na terra), avançámos para o próximo local: o Comoba, instalado na Rua de São Paulo. A ocupar o espaço de uma antiga farmácia, o que lhe dá um ar único, acredita numa cozinha com desperdício zero, por isso evitam o plástico, servem guardanapos de pano e as deliciosas receitas contam com ingredientes comprados no comércio local ou aos pequenos produtores da zona. Não será difícil convencer qualquer condutor de um novo FIAT 500 Elétrico a fazê-lo, já que também o seu carro respeita o ambiente: além de 100% elétrico e sem emissões de CO2, os estofos deste modelo são feitos de materiais reciclados (Seaqual), acompanhados de outros elementos em ecopele (vegan leather). O almoço partilhado da Joana contou com as Matcha Pancakes, em que as bagas frescas se juntam ao creme de caju, criando uma combinação fantástica; com os Atlantic Fish Tacos (entre outros ingredientes, importa destacar a dourada, brindada com um delicioso molho de matcha); e com uma Macro Bowl tão saborosa quanto colorida. Um poderoso sumo de espinafre, ananás, maçã verde e gengibre acompanhou a refeição, enquanto desintoxicava o organismo.

Agora que a ordem é estar em casa, junte o útil ao agradável e ajude este estabelecimento ao mesmo tempo que se delicia com o seu menu. Basta fazer o pedido de take-away, para um brunch em família no conforto e segurança do lar.

Pequeno-almoço à antiga

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Para quem prefere salivar com um pequeno-almoço à boa maneira antiga, as notícias são boas: há ainda inúmeros sítios onde pode sentar-se e acompanhar o café, o chá ou a laranjada, de scones frescos ou fatias de bolo acabado de fazer. As pastelarias também existem e também se recomendam. Que tal uma visita depois do confinamento?

VERSALHES – LISBOA
Existe desde 1922, em Lisboa, na zona das Avenidas Novas, e ainda guarda reminiscências desses tempos: mantém o mobiliário a evocar a Arte Nova, lustres espelhos e mármores. Mas não é saudosista: serve um bolo de chocolate com receita própria, que agrada aos palatos mais jovens, e o café da casa, que ainda é procurado por quem já saiu do bairro há muito tempo. Em tempos de confinamento, pode usar o serviço de take-away.

CONFEITARIA DO BOLHÃO – PORTO
Mais antiga que a Versalhes (data de 1896), servia o pequeno-almoço a quem seguia depois para o Mercado do Bolhão. Manteve os traços originais, embora já tenha conhecido alguns melhoramentos ao longo do tempo. Só não precisam de melhorar o seu serviço, assim como a padaria e pastelaria com fabrico próprio, que oferecem fornadas frequentes durante o dia. Também tem serviço de entrega ao domicílio.

A COLONIAL – BARCELOS
Nesta pastelaria, situada no Largo da Porta Nova, em Barcelos, são os bolos que funcionam como chamariz. Não integram a chamada doçaria saudável, pois aqui pratica-se a doçaria tradicional, onde entram os ovos, o açúcar, a manteiga e a farinha. Mas um dia não são dias e os olhos também se alimentam destas peças de arte, em que o doce ganha dimensão e se torna o ex-líbris de qualquer mesa.

Petiscos na rua

Apesar deste FIAT 500 Elétrico ter autonomia até 320 quilómetros em ciclo combinado (que, numa condução adaptada à cidade, chega aos 460 quilómetros), não precisamos andar muito para ir até à Calçada Salvador Correia de Sá, onde se situa a Musa da Bica. O estacionamento não é difícil, apesar das ruas íngremes. Afinal, é para isso mesmo que servem os sensores de estacionamento com Drone view 360º, com monitorização dos ângulos mortos e a câmara de estacionamento traseira com linhas dinâmicas e excelentes auxiliares da manobra, deste FIAT Icon Cabrio.

Discreta, quando a porta ainda está fechada, a Musa dá vida à rua, assim que se inicia o seu dia de trabalho. Este é um sítio onde apetece combinar um encontro com os amigos de sempre, todos os fins de semana — logo que o possamos fazer em segurança, é claro! Podemos não ter um brunch, mas há petiscos que nunca mais acabam. E, nestes tempos, em que tudo está em constante mudança, nada como ter planos B, C e D para a nossa agenda social. A chef Leonor Godinho tem inúmeros pratos pensados com produtos regionais e uma pegada ecológica muito pequenina. Se ainda não provou, não sabemos do que está à espera. A Joana aconselha a sandes de pastrami, com chucrute feita nesta cozinha, que é de “chorar por mais”. Na Musa, ajudam ainda a escolher a melhor cerveja para acompanhar o prato que pediu, embora possamos dizer que qualquer uma delas é uma excelente companhia. É ou não é um bom petisco para encomendar e trazer, ou para pedir na próxima escolha de take-away?

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