O Senado norte-americano confirmou esta segunda-feira que Janet Yellen, ex-presidente da reserva federal (FED), vai ser a próxima secretária do Tesouro. É a primeira vez que uma mulher ocupa este cargo.

Numa escolha apoiada quer por democratas quer por republicanos, Yellen tem à sua frente um grande desafio, que passa por ajudar os EUA a sair da recessão provocada pela crise pandémica. “A pandemia causou uma grande devastação. Os danos foram enormes… e a resposta também terá de ser”, afirmou.

A ‘resposta enorme’ à pandemia consiste no plano de resgate norte-americano avaliado em 1,9 mil milhões de dólares, que Yallen vai ter de gerir com Biden, e que vai servir, entre outros, para estimular a economia, para expandir a proteção ao desemprego e para aumentar a distribuição da vacina contra a Covid-19 no país.

Vamos precisar de mais ajudar para distribuir a vacina, reabrir escolas, ajudar os estados a manter os bombeiros e os professores no seu emprego… E ajudar as famílias que estão em risco de ficarem com fome. Nenhum dos dois [Yellen e Biden] aprovou este pacote de alívio sem uma deliberação do peso da dívida no país, mas agora, com taxas de juros em mínimos históricos, a coisa mais inteligente que podemos é fazer algo em grande”, afirmou na passada terça-feira, de acordo com a Forbes.

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A economista norte-americana de 74 anos reuniu consenso de democratas e republicanos. E, segundo os seus antecessores, é “difícil imaginar uma pessoa mais bem preparada para fazer face a este momento de necessidade que Janet Yallen”.

Para além de ser a primeira secretária do Tesouro, também foi a primeira pesssoa a acumular os três cargos com maior preponderância em termos económicos nos EUA: chefia o Tesouro, já esteve à frente do banco central e também já liderou o conselho de consultores económicos da Casa Branca.