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O Dia(s) chegou: Rúben estreia-se a marcar na Premier (ao 11.º remate) e City consegue 20.ª vitória consecutiva

Já tinha evitado um lance de perigo, ficou com uma ferida visível no joelho mas foi à área contrária marcar primeiro golo pelo Manchester City antes de John Stones fechar as contas com West Ham (2-1).

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Rúben Dias, que estava com problemas no joelho esquerdo após um lance anterior, inaugurou o marcador antes de John Stones fazer o 2-1

Rúben Dias, que estava com problemas no joelho esquerdo após um lance anterior, inaugurou o marcador antes de John Stones fazer o 2-1

Mais um jogo, mais uma vitória, mais um objetivo quase superado. O encontro do Manchester City frente ao B. Mönchengladbach, que terminou com o 19.º triunfo consecutivo dos ingleses e pé e meio nos quartos da Liga dos Campeões, voltou a ter os três portugueses em destaque e desta vez com influência direta nos dois golos apontados frente aos alemães. Se Bernardo Silva atravessa o melhor momento da temporada depois de um arranque discreto, João Cancelo mostra todas as semanas uma enorme evolução como jogador, capaz de interpretar vários papéis e nos três corredores mediante a estratégia definida. E Pep Guardiola desfez-se em elogios à dupla.

Cancelo joga, Bernardo marca, Rúben assiste (literalmente): Manchester City soma 19.ª vitória seguida com portugueses em destaque

“O Cancelo só tem de melhorar às vezes na parte de saber melhor quando não deve correr riscos mas é um jogador muito inteligente e dá-nos algo especial para nos fazer jogar. Fiquei muito feliz com as suas duas assistências no último terço. É um jogador com imensa qualidade, a sua condição física é impressionante”, comentou o treinador espanhol sobre o lateral. “O Bernardo é muito bom nos cabeceamentos. Muito bom! Vejo isso nos treinos. Quando fazes aquele movimento de cabecear, tens de usar o corpo todo, não apenas a cabeça. Ele usa muito bem o pescoço e também o resto do corpo. É um bom cabeceador, honestamente. Sei disso e o golo foi fantástico. A forma como finalizou e especialmente sendo um médio ofensivo, ao chegar à área daquela forma. O Bernardo e o Gündogan têm esta qualidade especial de chegar à área para finalizar”, salientou em relação ao esquerdino.

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De Rúben Dias, em específico, não falou após esse encontro mas a ideia sobre o central tinha sido partilhada antes, a ponto de comparar o impacto da contratação do defesa ao Benfica com a chegada e consolidação de Virgil van Dijk no Liverpool. “Ele não é apenas um jogador que joga bem, faz os outros jogadores jogarem bem também. São 90 minutos a falar, 90 minutos a comunicar com os colegas, 90 minutos a dizer o que eles têm de fazer em cada ação. Quando isso acontece, fica difícil para mim questioná-lo. É intocável. Ele não precisa da minha confiança para o motivar. Ele diz-me: ‘Sei a minha qualidade, sei o que valho e vou mostrar isso a todos na Premier League'”, disse no início do mês, abordando aquela que considerou ter sido uma das melhores contratações que fez na carreira como treinador e que aponta como sucessor de Kompany como líder do setor recuado dos citizens.

Os números também ajudam a explicar isso mesmo. Desde o triunfo em Southampton, onde o Manchester City teve de sofrer para conseguir os três pontos que lhe valeram a meio de dezembro a ascensão aos lugares europeus, a equipa consentira só seis golos em 19 partidas, quase todas com Rúben Dias como titular tendo John Stones ou Laporte na sua companhia. Este sábado, em que foi o único português entre os titulares perante as sete alterações promovidas em relação ao último encontro (ficaram apenas Ederson, Kyle Walker, Rúben Dias e Gündogan), fez mais do que liderar. E o primeiro golo na Premier League abriu a 20.ª vitória consecutiva da equipa, naquele que foi o seu 11.º remate desde que chegou ao Campeonato inglês depois de marcar… no Benfica.

No entanto, o jogo frente ao West Ham foi tudo menos fácil, como se percebeu logo na primeira parte. A equipa londrina de David Moyes, que tem sido uma das grandes revelações da temporada em Inglaterra, voltou a mostrar a capacidade de jogar contra as melhores formações mesmo abdicando da posse e apostando nas transições com Lingard, Fornals e Michail Antonio como referências ofensivas. Em 45 minutos, o Manchester City, com pouca ligação do meio para a frente e o tridente Mahrez-Ferran Torres-Kun Agüero muito apagado, fez apenas dois remates, sendo que um deles, à meia hora, resultou no primeiro golo, com Rúben Dias a desviar ao segundo poste de cabeça um cruzamento teleguiado de pé esquerdo de Kevin de Bruyne. No entanto, e ainda antes do intervalo, Michail Antonio fez o empate depois de já ter acertado no poste, numa jogada que começou numa boa recuperação no meio-campo do City antes da combinação entre Coufal, Lingard e o avançado inglês.

[Clique nas imagens para ver os golos do Manchester City-West Ham em vídeo]

Guardiola mexeu apenas em posicionamentos após o intervalo, com o lateral Zinchenko a tentar fazer (sem efeito) os mesmos movimentos de João Cancelo, Gündogan mais próximo das zonas de finalização e Mahrez e Ferran Torres a darem mais largura ao jogo ofensivo mas as características do encontro não mudaram. Foi nessa fase que apostou no lançamento de Gabriel Jesus e Phil Foden para o ataque final à vitória, materializada com um golo do outro central, John Stones, que tinha ficado na área após uma bola parada e aproveitou uma grande jogada de Mahrez pela direita para rematar cruzado sem hipóteses para Darren Randolph (68′), que ocupou a vaga do habitual titular Fabianski (de fora por lesão num treino). Apesar de ter sido um dos encontros mais difíceis na presente série, o Manchester City voltou a ganhar e reforçou a liderança antes do Chelsea-Manchester United.

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