O Tribunal de Aveiro começou esta quarta-feira a julgar à porta fechada um homem de 53 anos suspeito de ter obtido e partilhado, através da Internet, ficheiros multimédia com conteúdo pornográfico visando crianças.

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado de um crime de pornografia de menores agravado. O homem é um comerciante de antiguidades, natural do Brasil, e foi detido em setembro de 2020 pela Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro, no âmbito de uma investigação relacionada com a pornografia infantil em articulação com autoridades estrangeiras.

Na altura da detenção, a PJ referiu que o suspeito desenvolvia a atividade delituosa usando programas de partilha (P2P) e recorrendo a sites na “dark web”, uma rede que se caracteriza “pela garantia de anonimato, pelo acesso restrito a utilizadores da rede TOR e ainda pelos seus vastos conteúdos ilícitos”.

Durante uma busca à sua residência, situada na periferia da cidade de Aveiro, foram apreendidos diversos telemóveis e equipamentos informáticos, que continham pelo menos 55 imagens de crianças e jovens desnudados.

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Estes equipamentos continham ainda, no seu interior, registos de visualização de vídeos cujas designações possuem termos amplamente conotados com a pornografia de menores.

A acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve acesso, refere ainda que o arguido partilhou uma fotografia através da rede social “Skype” com um homem, cuja identidade não foi apurada, onde aparecia uma criança desnudada, numa pose sugestiva de pornografia, em cima de uma cama.