Nem as perspetivas de desconfinamento pré-verão, com uma consequente reabertura da economia, nem as promessas de aceleração da vacinação parecem dar grande confiança aos empresários de que é hora de aumentar os postos de trabalho. De tal forma que apenas 5% das empresas planeiam contratar entre abril e junho, o valor mais baixo desde que, há dois anos, a ManpowerGroup começou a realizar o Employment Outlook Survey. Sem grandes surpresas, o setor da restauração e da hotelaria continua a ser o mais afetado, embora já mostre alguns sinais de recuperação.

Os números gerais do relatório, divulgado esta terça-feira e a que o Observador teve acesso, revelam a degradação da confiança dos empresários, pelo menos no curto prazo. Como são mais os empregadores a pensar reduzir o número de trabalhadores (6%) do que a aumentar (5%), a criação líquida de emprego estimada, nos próximos três meses, é negativa (-1%). Esta estimativa volta, desta forma, ao vermelho depois de dois trimestre positivos. Ainda assim, permanece acima dos 9% negativos registados no verão de 2020. Já 81% dos inquiridos preveem manter o nível de emprego e 8% ainda não decidiram.

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