Quatro horas depois de tomar posse na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de terminar o seu dia no Porto, onde há cinco anos foi recebido por uma multidão junto à Avenida dos Aliados. Esta terça-feira, o cenário foi bem diferente. Passavam poucos minutos das 14h30, a hora marcada, e, depois de passar pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde se cruzou com o protesto dos trabalhadores da Groundforce e lhes dedicou uma palavra de alento, Marcelo Rebelo de Sousa chegou à Câmara Municipal do Porto onde o esperava Rui Moreira, Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, e cerca de uma dezena de portuenses.

Mal saiu do carro e apertou o casaco do fato, o Presidente da República ouviu aplausos, mas também algumas mensagens de descontentamento, como a senhora que lhe pediu para “não se esquecer dos reformados” ou o homem que lhe mostrou um papel onde se podia ler: “Presidente de todos os corruptos”. Depois de umas breves cotoveladas, Marcelo entrou no edifico dos Paços de Concelho, reuniu-se alguns minutos com o autarca Rui Moreira e presidiu, já no Salão Nobre, à cerimónia ecuménica com 13 representantes de várias confissões religiosas presentes em Portugal.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (C), durante uma cerimónia ecuménica nos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto, 09 março 2021. Marcelo Rebelo de Sousa tomou hoje posse como Presidente da República e assumiu cinco missões para o seu segundo mandato como Presidente da República - melhor democracia, combate à covid-19, recuperação económica, coesão social e protagonismo internacional do país - e rejeitou "messianismos presidenciais". ESTELA SILVA/POOL/LUSA

Marcelo na Câmara Municipal do Porto com Rui Moreira e Augusto Santos Silva

ESTELA SILVA/POOL/LUSA

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