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Nuno Baltazar deparou-se com um obstáculo incontornável: a impossibilidade de reunir imprensa e convidados em torno do longo corredor onde tem por hábito projetar muito mais do que o guarda-roupa de uma próxima estação. As histórias, que acaba depois por revestir de textura e cor, não perderam o público (este seguiu atentamente a coreografia idealizada pelo criador por via digital), mas desfilam agora com um pouco menos de emoção.

“É quase como se estivesse a ouvir uma música aos bocados”, desabafa o criador, ao telefone com o Observador. “Ainda que a reação imediata seja dar a volta a todas as limitações — sobretudo para nós criativos –, a verdade é que o ânimo é difícil de controlar. Sinto-me contente por ter conseguido fazer este desfile e por me ter desafiado a comunicar numa nova linguagem, mas não é uma coisa que me encha as medidas”, resume.

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