A despesa com medidas extraordinárias da Segurança Social decorrentes da pandemia somou 804,9 milhões de euros no primeiro trimestre, representando 42% da despesa de todo o ano 2020 e superando o total orçamentado para 2021, informou esta quarta-feira o Governo.

Em comunicado, o Ministério das Finanças destaca os 502 milhões de euros relativos a medidas de apoio aos custos de trabalho, dos quais 272,6 milhões de euros relacionados com o “lay-off” simplificado e 229,4 milhões de euros com o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade.

Segundo nota o executivo — que divulgou esta quarta-feira estes dados em antecipação à síntese de execução orçamental, que será publicada na segunda-feira —, “este valor representa 51% da execução de todo o ano de 2020″.

Já no âmbito das medidas de apoio ao rendimento dos trabalhadores (incluindo trabalhadores independentes) foram executados 155,4 milhões de euros, o equivalente a 43% da execução do ano passado.

O total de 804,9 milhões de euros em medidas extraordinárias da Segurança Social até março inclui ainda apoios na ordem dos 147,4 milhões de euros em outras prestações sociais, designadamente o apoio excecional à família (33,8 milhões de euros), subsídio de doença Covid (48,3 milhões), prestações por doenças profissionais (2,7 milhões), isolamento profilático (51,6 milhões) e subsídios de assistência a filho e a neto (10,8 milhões).

Para todo o ano em curso, o valor orçamentado pelo Governo para despesa com medidas extraordinárias da Segurança Social no âmbito da pandemia era de 776 milhões de euros.

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