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Dany Mota marcou dois golos, Gonçalo Ramos deixou a sua marca, Florentino Luís teve uma entrada importante para segurar o meio-campo nacional. No entanto, e fazendo uma “defesa” do setor recuado e de toda a equipa no seu processo sem bola apesar dos três golos, Rui Jorge, que recebeu Marcelo Rebelo de Sousa no balneário depois do encontro (o Presidente da República encontra-se numa visita oficial à Eslovénia, tendo assistido ao jogo ao lado de Fernando Gomes, presidente da Federação), destacou sobretudo outro jogador: Vítor Ferreira.

Mota foi um Ferrari e até de bicicleta marcou mas o motor ainda chegou a gripar (a crónica do Portugal-Itália)

“O Vitinha é um jogador tremendo, de um nível ‘superior alto’. Mas é mais um elemento, se ele faltar teremos que o substituir. Por alguma coisa tem sido invariavelmente titular connosco, reconheço-lhe muita qualidade e espírito coletivo. Mal defensivamente? Não consigo concordar com a apreciação, terei que ver melhor o jogo. Mas, em relação às mudanças, gostei do jogo. Não estivemos desequilibrados, defensivamente só fiquei ligeiramente preocupado quando não estávamos a conseguir lidar com o que queríamos fazer”, comentou o selecionador no final do encontro, antes de falar também do avançado do Monza que bisou no início do jogo.

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“O Dany [Mota] tem feito um percurso extraordinário connosco. Não é um jogador muito elegante, daqueles jogadores que chame muito a atenção, mas é muito valioso para um treinador e para uma equipa. Voltou a fazer mais um grande jogo e ajudou em muitos momentos, ofensiva e defensivamente. É fortíssimo no jogo aéreo, apesar de não ter uma estatura muito elevada, e trabalha de uma forma tremenda lá na frente e tem golo. Hoje fez um golo fabuloso”, destacou Rui Jorge após a qualificação para as meias-finais do Europeu Sub-21, frisando também a diferença de características e do posicionamento em relação ao ausente Francisco Trincão.

“Não fez exatamente esse lugar, com o Trincão na frente fazemos um sistema de forma simétrica. O Trincão encosta mais à direita, o Dany joga mais em zona central. Ele e o Gonçalo Ramos fizeram um grande jogo. Trabalharam imenso. Claro que gostávamos de ter aqui o Trincão, o Thierry e os que não puderam vir mas tudo isso serve para abrir espaço para outros jogadores. O Ramos fez um belo jogo com a oportunidade que teve, temos um ponta de lança com um estilo diferente daqueles que normalmente temos na Seleção”, frisou.

“A exemplo dos outros três jogos este também foi muito equilibrado. As equipas neste Europeu são muito fortes, defrontámos uma equipa com um coração fabuloso. Estivemos duas vezes em vantagem no tempo regulamentar e devíamos ter sido mais agressivos na fase em que a Itália arriscou. Sofremos os golos no final das duas partes mas fomos uma equipa forte, que foi capaz de recompor-se. Ainda não analisei o jogo ao pormenor, creio que em dois golos a bola passou por baixo do pé dos jogadores. Em termos de posicionamento não achei que estivéssemos mal, mas vamos ver isso melhor. No segundo golo ainda tenho de perceber como sucedeu logo depois de termos feito o 3-1. Estávamos a jogar com uma seleção com avançados muito bons e quando se erra um bocadinho, somos logo penalizados”, comentou a propósito do jogo, antes de voltar a considerar que Portugal sofreu três golos mas fez “um bom jogo defensivo, por estranho que isto possa parecer de ouvir”.