O ‘gigante’ tecnológico norte-americano Facebook garantiu querer que o processo de reforma do sistema fiscal internacional, acordado este sábado em Londres pelas sete economias mais ricas do mundo (G7), seja “bem-sucedido”.

A reação do grupo tecnológico foi avançada por Nick Clegg, vice-presidente dos Assuntos Globais e Comunicação do Facebook, numa mensagem publicada na rede social Twitter, em que reconhece igualmente que o acordo hoje alcançado na capital britânica poderá representar “o pagamento de mais impostos pelo Facebook e em diferentes lugares”.

Os ministros das Finanças do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) alcançaram este sábado, em Londres, um acordo “histórico” para a aplicação de um imposto mínimo de 15% sobre as empresas.

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Em causa, está uma proposta que prevê a aplicação de um IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas) de 15%, assegurando que “as empresas certas paguem os impostos certos, nos locais certos”.

Ainda no Twitter, Nick Clegg frisou que o Facebook, grupo liderado por Mark Zuckerberg, “há muito” que apelava para uma reforma das regras tributárias globais e, nesse sentido, a empresa saúda “os importantes progressos alcançados no G7”.

Nick Clegg reforçou ainda: “O acordo de hoje é um primeiro passo significativo em direção à certeza para o setor empresarial e ao fortalecimento da confiança do público no sistema tributário global”.

“Estou encantado por anunciar que os ministros das Finanças do G7 alcançaram hoje, após anos de discussão, um acordo histórico sobre o sistema global de impostos”, afirmou em Londres o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, que presidiu ao encontro.

Agradecendo o trabalho dos seus homólogos, Sunak reiterou que este acordo “de significância histórica” permite adequar o sistema global de impostos ao século XXI.