Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Ariya, o SUV eléctrico da Nissan, estava previsto chegar ao mercado em Junho, mas o vice-presidente Asako Hoshino arrefeceu as expectativas ao anunciar um atraso que o atira para o Inverno. E isto no Japão, uma vez que nos restantes mercados, da Europa à China, passando pelos EUA, a derrapagem será ainda maior.

Para a Nissan, a responsabilidade do atraso é da Covid-19 e da escassez mundial de chips, que nos dias que correm afecta mais a produção de veículos do que a pandemia. De acordo com a Reuters, o Ariya derrapou no Japão de Junho para finais de 2021, com Hoshino a admitir que se o SUV eléctrico “tem potencial para vender dezenas de milhar de unidades nos primeiros anos de vida”, será para “o mercado europeu que o Ariya assumirá a maior importância em termos comerciais”.

À vontade do freguês: Ariya surge em cinco versões

O Ariya é o segundo eléctrico da Nissan, ela que lançou o Leaf em 2010, para depois esperar 11 anos até reforçar a oferta de modelos a bateria. O SUV será produzido sobre a nova plataforma CMF da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, no que será sucedido pelo Renault Mégane E-Tech Electric, assumindo um comprimento de 4,6 metros, o que o posiciona no mercado como um C-SUV.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Alto e com formas volumosas, típicas desta classe de veículos, o Ariya vai estar disponível com duas capacidades de bateria, para lhe conferir outras tantas autonomias, a mais pequena com 63 kWh e a maior com 87 kWh. Motorizações há cinco, duas com apenas tracção à frente (com 218 e 242 cv) e três com dois motores e tracção integral, estas últimas com 279, 306 e 394 cv. Desta conjugação de motorizações e packs de bateria resultam autonomias que variam entre 360 km e 500 km.