Terminou a espera: o protótipo de SUV eléctrico que a Nissan revelou no Salão de Tóquio de 2019 acaba de ascender ao estatuto de modelo definitivo. O Ariya poucas diferenças exibe face ao concept que o antecedeu, cativando pelo design atraente e, mais do que isso, pelas múltiplas versões com que promete ir ao encontro das diferentes necessidades dos consumidores, o que permite antecipar uma potencial base de clientes mais alargada.

Em termos de medidas, estamos a falar de um crossover com 4,595 metros de comprimento, 1,850 m de largura e 1,660 m, com a distância entre eixos a fixar-se nos 2,775 m. A bagageira disponibiliza 415 litros de capacidade, nas versões com tracção integral, chegando aos 468 litros nos Ariya de tracção dianteira.

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Esteticamente, o destaque vai não só para a linha de tejadilho inclinada, a perseguir uma silhueta tipo coupé, com uma certa imponência advinda das enormes jantes em liga leve de 19 e 20 polegadas. A secção dianteira exibe uma enorme grelha fechada, apenas com pequenas aberturas nas extremidades, ao centro da qual sobressai o novo emblema da Nissan. O logótipo tem a particularidade de ser iluminado por 20 LED, que se acendem quando o condutor se aproxima do veículo (uma cortesia do sistema keyless), o mesmo acontecendo às luzes da frente e de trás. Na traseira, que é talvez a parte mais arrojada estilisticamente, os grupos ópticos são unidos por uma faixa de luz, numa solução que enfatiza simultaneamente a largura e altura do Ariya, na medida em que esse conjunto surge em posição destacada, como se fosse o culminar da inclinação do óculo traseiro.

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No interior, a atenção incide em dois displays de 12,3 polegadas, um em forma de onda e ao centro do tablier, o outro no lugar do painel de instrumentos. Segundo a marca, é possível passar as informações de um para o outro, para uma mais fácil adaptação aos gostos ou necessidades de cada um. Este novo conceito minimiza a quantidade de botões físicos e confere ao habitáculo uma atmosfera mais clean e tech. A propósito, o comando da caixa pode ser movido electricamente, em conjunto com o volante e o banco do condutor, sendo que as diferentes posições podem ser memorizadas.

Outra das novidades mais “sumarentas” prende-se com o sistema de reconhecimento de voz, que aceita ordens através de linguagem natural (frases normais) e está ligado à Internet (através de 4G), para melhor responder aos comandos que lhe são solicitados, desde ajustar a temperatura do ar condicionado a aumentar ou baixar o volume do rádio, ou controlar algumas das funções do sistema de navegação.

Os sistemas de assistência à condução também evoluem face à tecnologia ProPilot disponibilizada no novo Leaf mas, mais interessante, é a oferta com que o Ariya chega ao mercado, declinando-se em cinco versões com potências entre 218 e 394 cv, duas baterias de capacidade distinta (63 kWh ou 87 kWh úteis), transmissão às rodas da frente ou integral (denominada e-4ORCE) e autonomias entre os 360 km da versão de entrada (Ariya 63 kWh,  com tracção dianteira e 218 cv) e os 500 km anunciados para o Ariya equipado com acumulador de 87 kWh, também tracção à frente, com 242 cv. Abaixo sistematizamos as diferentes versões:

Versão Tracção Bateria (cap. útil) Bateria (cap. bruta) Potência 0-100 km/h Vel. máxima Autonomia*
 Ariya 63 kWh Dianteira 63 kW 65 kW 218 cv 160 7,5 seg. 360 km
 Ariya 87 kWh Dianteira 87 kW 90 kW 242 cv 160 7,6 seg. 500 km
 Ariya 63 kWh e-4ORCE Integral 63 kW 65 kW 279 cv 200 5,9 seg. 340 km
 Ariya 87 kWh e-4ORCE Integral 87 kW 90 kW 306 cv 200 5,7 seg. 460 km
 Ariya 87 Performance e-4ORCE Integral 87 kW 90 kW 394 cv 200 5,1 seg. 400 km
*Dados provisórios

A terminar, referir que o Ariya de 63 kWh é o único a contar com um carregador doméstico de 7,4 kW, pois todas as outras versões oferecem um carregador trifásico de 22 kWh.  Mas todos aceitam carga em DC (corrente contínua) até uma potência máxima de 130 kW. Os tempos de recarga não foram divulgados.