Imagine um laser gigantesco, de 192 feixes, a incidir sobre um ponto microscópico de uma esfera minúscula e a produzir tanta energia em tão pouco tempo, que teria de usar cerca de 30 zeros para conseguir representar matematicamente o conceito. Difícil? Por agora, retenha a ideia de que a equipa que o conseguiu fazer diz estar mais perto da fusão nuclear.

Mas se ficou com curiosidade sobre as dimensões enunciadas, posso dizer-lhe que o laser tem o tamanho de três campos de futebol (que alinhados dão mais de 300 metros de comprimento), incidiu sobre algo tão pequeno como um chumbo de caça (de cerca de cinco milímetros) e que o ponto de contacto tem o diâmetro de um fio de cabelo.

Nesse ponto, cerca de 100 vezes mais pequeno que a pequena esfera de chumbo, foi produzida energia de 10 mil biliões de watts de poder de fusão durante 100 picosegundos. (Um picosegundo é tão rápido que a luz, mesmo com a sua velocidade extraordinária, mal teria tempo de atravessar uma distância do tamanho do ponto final desta frase.)

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