“Não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível a leitura de que alguém que entra pela ADSE ou qualquer outro subsistema tenha um tratamento diferenciado”, avisou Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença. “É inadmissível e a ética médica não permitirá que aconteça”.

A ministra responde, assim, à Ordem dos Médicos, que se mostrou preocupada com o impacto negativo que as novas tabelas de preços da ADSE podem ter na qualidade dos serviços de saúde prestados, nomeadamente nos casos em que os beneficiários pagam menos do que antes.

Apesar do aumento do preço das consultas a cargo do beneficiário, que aumenta de 3,99 euros para 5 euros, a Ordem dos Médicos lembra que há outros casos, como cirurgias, dispositivos médicos e medicamentos, em que as quebras podem atingir 18%.

A Ordem dos Médicos considerou, por isso, que “este subfinanciamento terá, inevitavelmente, um impacto na qualidade” e que “serão colocadas dificuldades éticas nas decisões, nomeadamente ao nível da escolha de dispositivos e materiais a utilizar por parte das unidades de saúde, que poderão passar a ter de optar apenas pelas soluções mais baratas em detrimento da qualidade”. Algo que, para Alexandra Leitão, “é inadmissível”.

Nesta entrevista ao Público e à Rádio Renascença, a ministra da Modernização do Estado reconhece que há atrasos nas Lojas do Cidadão, que têm gerado dificuldades, por causa da pandemia, apontando para uma normalização no próximo mês: “Diria que um mês, talvez até ao fim do mês de Outubro isso seja possível.

Relativamente à petição sobre luto parental que defende o alargamento do “período de nojo” de cinco para 20 dias, o que teria potenciais consequências na Administração Pública, a ministra responde que não pensou no assunto “enquanto governante”, mas diz que concorda: “Somos mães, somos mulheres e não consigo dizer que não concordo. Não concebo a violência de tal situação”, responde Alexandra Leitão.

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