O candidato do Partido Popular Monárquico (PPM) à Câmara do Porto Diogo Araújo Dantas defendeu este domingo ser “imprescindível” que a construção em betão na praia do Ourigo seja demolida “o mais rapidamente possível”, criticando a atuação de Rui Moreira.

“Não se devia ter chegado onde chegou e agora é imprescindível uma resolução o mais rapidamente possível”, afirmou hoje o candidato do PPM.

Em declarações à Lusa, Diogo Araújo Dantas disse, enquanto aguardava pela chegada da sua comitiva na Foz do Porto, que aquela infraestrutura de betão, a qual considerou um “atentado ambiental”, foi feita “muito à revelia”.

“Ninguém se assume como culpado e no fundo também, nesta altura, ninguém se assume como precursor de poder haver uma destruição do que está ali”, referiu.

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Por se tratar de uma estrutura em betão, o apoio de praia em causa gerou uma onda de contestação tendo levado várias forças políticas a pedir o embargo da obra e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em 07 de junho, a mandar suspender e ordenar a demolição do equipamento.

Culpando o atual presidente e candidato independente à Câmara do Porto, Rui Moreira, pela construção daquela estrutura e por “ter deixado licenciar”, o candidato do PPM considera que a solução passa “pela destruição completa”.

“Não se constrói algo em betão no meio de uma praia. É algo impensável e de malucos”, acrescentou.

Defendendo que este foi “um erro da câmara” e que a mesma vai “ter de assumir responsabilidades”, Diogo Araújo Dantas afirmou que, caso seja eleito, está disposto a “assumir os erros do antecessor” em articulação com o ministério do Ambiente e APA.

“É um erro da câmara e a câmara é que vai ter de assumir. A câmara não se pode desculpar”, destacou.

Diogo Araújo Dantas defendeu também a demolição e reconstrução noutro local de “todas as construções que quebram o equilíbrio e têm um impacto negativo na orla costeira”, dando como exemplo, o edifício transparente.

“Todas as obras do homem que estão a intervir na natureza devem ser colocadas noutro sítio”, defendeu.

Considerando que o Porto tem assistido à “instalação de betão em todo o lado”, o candidato do PPM disse também ser preciso implementar uma política ambiental que privilegie a “interação entre as pessoas e a natureza”.

“Tem de haver uma interação entre pessoas e ambiente de uma forma que seja em harmonia. O Porto não pode ser simplesmente betão e pedra”, afirmou.

Para o PPM, o Porto precisa de “mais espaços verdes”, bem como “um plano ambiental” em sinergia com as associações ambientalistas da cidade, as quais Diogo Araújo Dantas afirmou que “têm estado esquecidas”.

A poluição atmosférica e o lixo foram também outras das preocupações apontadas pelo candidato do PPM, para quem “não podem existir dois Portos”.

“Não podem existir dois Portos, o Porto dos novos ricos, que se instalaram na Foz nos últimos anos, e o Porto das pessoas genuínas que estão esquecidas e invisíveis”, acrescentou.

São candidatos à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de 26 de setembro, Rui Moreira (movimento independente “Rui Moreira: Aqui há Porto” – apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos!, MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).