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“Inovação, sustentabilidade e bem-estar”, estes são os pilares nos quais será construído o “Fuse Valley”, o futuro espaço de escritórios em Matosinhos do unicórnio (empresa avaliada em mais de mil milhões de dólares ) luso-britânico Farfetch. Esta sexta-feira, juntamente com o Castro Group, a plataforma de moda de luxo divulgou mais detalhes deste “vale tecnológico” com que quer “inspirar” mais empresas.

Na cerimónia, que decorreu na Casa da Arquitetura, em Matosinhos, estão presentes José Neves, presidente executivo e fundador da Farfetch, o arquiteto Bjarke Ingels, responsável pelo projeto e líder dos ateliers BIG, Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, assim como a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro.

[Abaixo, veja a maquete e imagens do Fuse Valley]

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Ao todo, o espaço terá 140 mil metros quadrados, 60 mil destes que serão ocupados pela Farfetch. O espaço restante terá outros edifícios de escritórios e serviços que ficarão a cargo do Castro Group, assim como “como um hotel com 65 quatros e dois apartamentos”, disse o presidente executivo desta empresa, Paulo Castro.

O responsável disse ainda que a primeira fase do projeto começará dentro de um ano”. “O grande objetivo é que o Fuse Valley seja uma realidade no último trimestre de 2025“, afirma também o responsável. Quando estiver contruído, este será o maior centro de inovação tecnológica e de operações da empresa português que, como referiu José Neves, quer continuar no Norte do país.

Farfetch vai construir o maior centro de inovação tecnológica e operações em Matosinhos

Em declarações aos jornalistas antes do evento, José Neves referiu que o Fuse Valley “é um projeto que enriquece o Grande Porto”. Tendo em conta o pilar da sustentabilidade, o presidente executivo diz que o Fuse Valley terá “talvez, o edifício mais sustentável em Portugal”. Além disso, disse: “Queremos que seja um projeto que inspire outras empresas para o mundo pós-Covid-19”.

Este espaço começou a ser planeado em 2019, antes da pandemia de Covid-19. Por esse motivo, o líder da Farfetch afirma que, além da ambição em criar edifícios sustentáveis, tem passou também a existir o objetivo de criar um espaço pensado para um modelo híbrido de trabalho — remoto e presencial, este último que continua a ser imprescindível, refere José Neves. “Vamos trabalhar com o Bjarke para chegar a essa fórmula [de modelo híbrido”, assumiu o fundador da plataforma de moda de luxo.

Estamos muito entusiasmados com este projeto e com a visão que o Bjarke Ingels nos apresentou, não só pelo que vai significar como marco para a empresa, para as nossas pessoas, mas também para a comunidade”, diz José Neves.

Bjarke Ingels, o reputado arquiteto que está por detrás de projetos como a Lego House, em Billund, na Dinamarca, dois arranha-céus em Nova Iorque ou Copenhill, uma ousada estação de tratamento de resíduos com uma pista de esqui no topo, afirma que o Fuse Valley é um “um híbrido de construir uma vila e uma paisagem”. O arquiteto adiantou ainda que quis criar um campus que “fosse reflexo” do vale do rio que há no terreno. Tudo assente na “sustentabilidade”, referiu.

Farfetch escolhe dinamarquês Bjarke Ingels para desenvolver futuro vale tecnológico em Matosinhos

“Este empreendimento acrescenta valor àquilo que já existia, à localização”, referiu Pedro Siza Vieira. O governante referiu ainda que, com este projeto, José Neves está a “devolver à comunidade”. “É uma visão de fazer alguma coisa diferente”, disse também referindo-se ao Fuse Valley como um projeto que engloba inúmeras entidades e que é “um dos mais complexos” que lhe foi dado a conhecer.

O nome Fuse Valley, assim como o arquiteto responsável pelo projeto, foi apresentado em junho. Antes, em abril deste ano, a empresa já tinha revelado que tinha comprado o terreno em Leça do Balio, em Matosinhos, onde será construído este novo campus, por 15 milhões de euros. Quanto aos valores totais do projeto, José Neves não adianta números, dizendo que tal será revelado “no futuro”.