Atualizado com esclarecimento da TAP. 

A TAP tinha, no final de junho, 657,5 milhões de euros vendidos em bilhetes para voos que ainda estão por realizar — muitos deles cancelados por causa da pandemia, noticiou o Expresso com base no relatório de contas da empresa.

A empresa esclareceu entretanto que, “como qualquer outra companhia aérea, vende antecipadamente os bilhetes para os seus voos. A cobrança dos bilhetes não é realizada a bordo, nem após a prestação do serviço, mas sim antes do voo se realizar, como é prática de toda a indústria mundial”. Para a TAP a cobrança de 657 milhões de euros em voos não realizados é um dado positivo pois significa que a empresa  aumentou o seu volume de vendas para os voos que tinha e tem programados.

A TAP não refere quanto do montante em causa corresponde a voos cancelados e indica que já foram processados 98% dos pedidos de reembolso efetuados a nível global desde o início da pandemia, no valor de 668 milhões de euros. Dos 2,284 milhões de pedidos de reembolso, estão pendentes 46 mil, o que evidencia o” esforço e empenho da TAP na resolução rápida deste desafio”.

Esta quinta-feira, também com base no relatório e contas semestral, o Público indicava que a transportadora tinha cerca de 250 milhões de euros em vouchers para futuros voos, relacionados com suspensão de voos, reclamações e indemnizações.

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Sobre o compromisso da companhia aérea em realizar os voos no futuro ou a reembolsar os clientes, o Expresso refere que as dificuldades começam logo no contacto com a empresa: os clientes ficam pendurados durante horas ao telefone ou na fila do balcão de atendimento no aeroporto.

Primeiro, houve um aumento significativo do número de contactos por telefone: de 20 mil que a companhia estava preparada para receber todos os meses antes da pandemia, para as atuais cerca de 200 mil chamadas por mês. Depois, cerca de metade dos trabalhadores do call center foram dispensados desde o início da pandemia, fruto do plano de reestruturação.