A presidente executiva da Sonae, Cláudia Azevedo, afirma encarar “o futuro com enorme confiança”, com base nos resultados dos primeiros nove meses deste ano, salientando que o grupo “está mais bem preparado”.

A Sonae atingiu lucros de 158 milhões de euros até setembro, “superando os valores de 2019 e 2020, ainda que impactados por restrições relacionadas com a Covid-19”, anunciou esta quarta-feira a dona do Continente e da Worten.

“Nos últimos meses, a economia global continuou a recuperar do contexto pandémico e a adaptar-se a uma nova realidade”, afirma Cláudia Azevedo, no comunicado dos resultados dos primeiros nove meses da Sonae.

Com base no desempenho do grupo, “encaramos o futuro com uma enorme confiança”, salienta.

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“Temos novos desafios pela frente, mas também oportunidades que nos energizam” e, atualmente, “os nossos negócios estão mais bem preparados, o grupo está mais bem preparado”, assevera a gestora.

O nível de energia e motivação que vejo nas nossas equipas é verdadeiramente excecional, o compromisso com nossos clientes é inegociável e a aceleração da inovação e da execução estratégica está presente em todos os níveis da organização”, refere.

“E, como sempre, o compromisso com as nossas pessoas, as nossas comunidades e o nosso planeta é uma prioridade”, pelo que “ao escrever esta carta reflito sobre os últimos 18 meses e constato o quão orgulhosa estou do que alcançámos e da maneira como o fizemos”, aponta Cláudia Azevedo.

“Após um primeiro semestre marcado por medidas de confinamento, o terceiro trimestre já foi um período com sinais encorajadores” e, na Ibéria, “a rapidez do programa de vacinação tornou a região num caso de estudo e marcou uma nítida recuperação da situação macroeconómica”, prossegue a gestora, salientando que, neste contexto, “o portefólio de negócios da Sonae continuou a apresentar resultados muito positivos” e a “Sonae MC reforçou mais uma vez a sua posição de liderança e está bem posicionada para continuar a liderar o mercado”.

A Worten “continua a liderar o mercado de ‘ecommerce’ em Portugal, alavancando uma abordagem omnicanal verdadeiramente distintiva”, salienta.

Elenca ainda o desempenho da Sonae Sierra, com os centros comerciais a melhorarem “significativamente à medida que as restrições à atividade foram sendo atenuadas, em alguns casos atingindo já níveis de desempenho superiores a 2019, e o negócio de serviços deu sinais importantes de retorno a uma atividade mais normalizada”.

A gestora adianta que as lojas da Sonae Fashion e da ISRG “estão também a regressar aos níveis pré-pandemia, mas com um desempenho online mais forte, que continua a atingir níveis recorde”.

Por sua vez, “a Sonae FS prosseguiu com a implementação do seu novo modelo de negócio e a atividade de M&A da Sonae IM continuou a gerar valor para o grupo” e a NOS “atingiu, no segmento de telecomunicações, o maior crescimento líquido de assinantes dos últimos cinco anos, enquanto o segmento de media e entretenimento deu sinais encorajadores de recuperação”, acrescenta.

“Gostaria de deixar uma palavra especial para a conclusão do processo do leilão 5G, com a NOS a garantir a maior quota de espetro entre os concorrentes, um marco importante para a empresa assegurar a liderança na revolução 5G”, sublinha Cláudia Azevedo.

O volume de negócios da Sonae subiu 4,7% até setembro para mais de 5.000 milhões de euros, com o EBITDA a crescer 23%, “devido aos melhores resultados operacionais, mas também às mais valias significativas da nossa atividade de investimento”, prossegue a presidente executiva do grupo

“Neste capítulo, e durante o terceiro trimestre, a Sonae MC vendeu a sua participação de 50% na Maxmat, a Sonae IM monetizou as suas participações na BizDirect e na CB4 e a Sonae estabeleceu uma parceria com a CVC através da venda de uma participação minoritária na Sonae MC”, aponta.

“Esta transação foi um marco importante, pois demonstra a qualidade e o potencial de criação de valor da empresa, e permitiu melhorar significativamente a nossa solidez financeira”, sublinha, referindo que no trimestre “a Sonae adquiriu o controlo da Gosh!, uma empresa de referência do Reino Unido na indústria de alimentação natural de base vegetal, o que permite” ao grupo “investir num setor de elevado potencial, expandir a sua presença internacional e contribuir para um futuro mais sustentável“.

A geração de cash flow total da Sonae no período “conduziu a uma forte redução da dívida líquida e a um LTV [rácio Loan-To-Value] historicamente baixo de 9%”, remata Cláudia Azevedo.