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A falta de chips tem afectado a generalidade dos fabricantes de automóveis, mas o Grupo Volkswagen tem conseguido atenuar as dificuldades criadas pela falta destas pequenas peças. Até aqui, a estratégia alemã tem passado por concentrar a falta de semicondutores na fábrica principal em Wolfsburg, de onde saem os Golf e Tiguan, que por isso mesmo tem interrupções frequentes, deslocando os chips para a linha de produção em Zwickau, onde são fabricados os veículos eléctricos. Mas tudo indica que até os carros movidos exclusivamente a bateria vão passar a sofrer com a falta destas pequenas peças.

De acordo com a publicação alemã Automobilwoche, o grupo alemão prepara-se para encerrar Zwickau e a sua fábrica satélite em Dresden durante uma semana. Dresden é a bela fábrica de vidro, sendo mais uma montra e uma ferramenta de relações públicas do que uma linha de montagem, uma vez que não possui produção de chassis ou zona de pintura, mas apenas a montagem final dos veículos, o ideal para ser presenciado pelos futuros clientes.

Estes sete dias de paragem implicam que se deixem de produzir (e entregar a clientes) cerca de 5000 veículos eléctricos, a grande aposta dos alemães para lutar pela liderança do mercado europeu dos veículos a bateria. Entre os modelos que deixarão de ser produzidos, os VW ID.3 e ID.4 serão os que mais sofrem, bem como os Audi Q4 e-tron e o novo Cupra Born, o eléctrico da marca espanhola ainda em fase de arranque.

Apesar da publicação não ter avançado com detalhes, o mesmo acontecendo com o construtor, é altamente provável que o motivo que até agora poupou os eléctricos à falta de chips se fique a dever ao facto de estes recorrerem a semicondutores mais sofisticados e mais caros, com menos procura pela indústria automóvel. Lamentavelmente, parece que até estes chips começam a escassear entre os fornecedores. Falámos sobre este tema na última Operação Stop, podcast da Rádio Observador que pode ouvir aqui:

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