Michael J. Fox afirmou que, por causa da doença de Parkinson, não irá “viver até aos 80 anos”.  O ator norte-americano de 61 anos concedeu uma entrevista à CBS, onde falou sobre os desafios de viver com a doença.

A estrela de “Regresso ao Futuro” foi diagnosticada com a doença neurodegenerativa aos 29 anos, pouco depois da estreia da terceira parte da série. No programa CBS Sunday Morning disse que a doença é um obstáculo cada vez mais complicado: “Não vou mentir, tem sido difícil e cada vez mais duro. Todos os dias é cada vez mais duro, mas é assim mesmo”.

Michael J. Fox fez confissões sobre as consequências da doença de Parkinson: “Fui submetido a uma cirurgia à espinal medula por causa de um tumor. Era benigno, mas impactou a minha capacidade de caminhar e depois começaram as fraturas”, explicou. “Parti este braço, parti o outro braço, parti o cotovelo, a face e a mão.”

A jornalista Jane Pauley, que conduziu o programa da CBS, perguntou depois a Michael J. Fox se as lesões surgiram por quedas em consequência da doença. “Sim, o que é bastante fatal com Parkinson”, foi a resposta do ator. “Não se morre de Parkinson, morre-se com Parkinson. Tenho pensado na mortalidade da situação, e não vou ter 80 anos. Não viverei até aos 80.”

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[o trailer do documentário sobre Michael J. Fox que se estreia a 12 de maio na Apple TV+:]

A estrela de Hollywood criou a Fundação Michael J. Fox para a Investigação de Parkinson no ano 2000. Até agora, aquela entidade conseguiu angariar quase 1,6 mil milhões de euros. Além disso, o ator tem sido uma das vozes mais ativas a propósito da doença e a fundação que criou descobriu recentemente um marcador biológico para Parkinson. “Dentro de cinco anos, os cientistas serão capazes de dizer se alguém tem [Parkinson]”, explicou na altura Michael J. Fox, segundo o The Guardian. “Os cientistas serão capazes de dizer se alguém terá Parkinson e serão capazes de tratar a doença.”

No dia 12 de maio, estreia-se na plataforma de streaming Apple TV+ o documentário “Still: A Michael J. Fox Movie”, realizado por Davis Guggenheim, que conta a história de vida do ator de Hollywood, assim como a sua relação com a doença de Parkinson. “Eu vi como é que o Michael lida com a sua doença e isso mostrou-me um caminho em frente”, explicou o realizador à Entertainment Weekly numa entrevista sobre o documentário biográfico. “Podia ser Parkinson, podia ser cancro ou podia ser trabalho, podia ser qualquer coisa. E foi isso que me cativou, o facto de ser uma história universal. O mote foi: o que é que acontece quando um otimista incurável é confrontado com uma doença incurável?”