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O ataque ucraniano com mísseis na madrugada desta quarta-feira contra um estaleiro militar russo no porto de Sebastopol, na Crimeia, causou danos num navio anfíbio e num submarino da frota russa, segundo fontes militares ucranianas citadas pela publicação RBK.

“Ocorreram danos na fábrica de reparação naval Sergo Ordzhonikidze, na cidade de Sebastopol”, disseram representantes da secreta militar ucraniana (GUR), acrescentando que o ataque atingiu “um grande navio de desembarque e um submarino”.

De acordo com dois canais russos de Telegram, Baza e Shot, o submarino Rostov e o navio militar Minsk são os que sofreram danos no ataque, cuja responsabilidade foi reivindicada pela Força Aérea Ucraniana através do seu comandante, Mikola Oleshchuk. Segundo o Ministério da Defesa russo, os navios danificados serão reparados e continuarão ao serviço.

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O Ministério da Defesa russo indicou nesta terça-feira de manhã que a Ucrânia utilizou dez mísseis de cruzeiro para atacar o porto de Sebastopol, dos quais sete foram intercetados, bem como três drones da marinha ucraniana.

As autoridades russas na península da Crimeia, anexada em 2014, contabilizaram 24 feridos no ataque. “De acordo com informações preliminares, o incêndio foi causado por um ataque com mísseis”, escreveu o governador russo em Sebastopol, Mikhail Razvozhayev, no Telegram. O estaleiro atacado pertence à principal base da Marinha Russa no Mar Negro e é usado para reparar e construir navios militares.

Após o ataque em Sebastopol, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou em declarações à televisão estatal que a Rússia não tem outra escolha senão vencer na Ucrânia. “Não temos outra opção”, respondeu o ministro à pergunta do jornalista do canal Rossiya-1 se a Rússia vencerá na Ucrânia, país invadido pelas tropas de Moscovo em fevereiro de 2022.

Shoigu, que participou nas negociações russo-norte-coreanas realizadas nesta quarta-feira no cosmódromo de Vostochny, afirmou que as tropas russas estão ocupadas em manter uma defesa ativa nos setores necessários”. “Em algumas partes, isso [a defesa] é mais difícil, noutras é mais simples. Mas posso dizer que os rapazes atuam com confiança, os comandantes atuam com confiança. Defendemos com segurança tudo o que precisamos defender”, declarou.

A Ucrânia intensificou nos últimos meses os ataques com drones, mísseis e embarcações de desembarque contra Sebastopol e outras áreas da Crimeia. No início de junho, o Exército ucraniano lançou uma contraofensiva nas frentes sul e leste do país e que, apesar de críticas de lentidão face às fortes linhas defensivas russas, o governo de Kiev afirma ter conseguido avanços importantes e desocupado vastos territórios. A contraofensiva ucraniana, que a Rússia, por sua vez, declarou malsucedida, foi acompanhada por ataques de drones e mísseis contra a retaguarda russa, incluindo em Moscovo.