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O julgamento do processo EDP — que tem como arguidos Manuel Pinho, Alexandra Pinho e Ricardo Salgado — continuou esta sexta-feira e continuaram a ser ouvidas mais testemunhas chamadas pela acusação. O Ministério Público quis ouvir Basílio Horta, atual presidente da Câmara de Sintra e antigo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), cujo testemunho é importante pelo financiamento cedido a duas empresas, a Aerosoles e a La Seda, e pelo projeto da Comporta, considerado Projeto de Interesse Nacional (PIN). Basílio Horta começou por dizer que foi Manuel Pinho quem deu ordem para aprovar o financiamento a estas duas empresas, apesar de a AICEP não concordar, devido ao elevado risco. “Houve uma divergência com o Ministro da Economia. O senhor ministro queria um reforço de investimento, mas nós, como empresa pública, tínhamos de dizer que não concordávamos. Não obstante, o Governo fez”, explicou.

Apesar disso, Basílio Horta defendeu que a intenção de Manuel Pinho seria apenas evitar despedimentos e não — como defende o MP — beneficiar o BES. “Naquela crise de 2008, havia uma tentação normalíssima para impedir um despedimento. O problema para quem tem uma AICEP Capital — que é uma empresa do Estado, mas é autónoma — vê que há empresas que não têm recuperação. A gente mete lá o dinheiro e a única coisa que se faz é adiar um fim inevitável”, explicou Basílio Horta.

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